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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Capitão Tadeu perde o mandato de deputado

Política

foto - ilustração
A medida do TRE foi uma extensão do processo conduzido pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio, que anulou os votos de Wank Medrado (PSL), o que impactou no quórum da coligação entre e PSL e PSB e gerou a perda do mandato de Tadeu.

Lilian Machado Publicada - TB
Um dia após a Assembleia Legislativa ter recebido o ofício do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, com a indicação da perda de mandato do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB) e o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), ter decidido pela discussão do assunto com a mesa diretora na volta do recesso em agosto, uma reviravolta antecipou o desfecho do caso. Nilo ratificou ontem a determinação pelo afastamento imediato do socialista e a posse na semana que vem do primeiro suplente, Joacy Dourado (PT). Havia a expectativa de que a decisão fosse comunicada no Diário Oficial hoje. A medida do TRE foi uma extensão do processo conduzido pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio, que anulou os votos de Wank Medrado (PSL), o que impactou no quórum da coligação entre e PSL e PSB e gerou a perda do mandato de Tadeu. A recontagem favoreceu a Joacy, quadro petista, com base eleitoral em Irecê, voltar ao parlamento. Nilo justificou que a saída de Tadeu é determinada pelo parecer jurídico. “A mesa seria consultada se fosse cassação, mas ele não está sendo cassado, pois não cometeu nenhuma irregularidade. Refizeram os cálculos e ele sai. Por isso sou obrigado a cumprir imediatamente. Esse é um problema do TSE e eu tenho que cumprir sob pena de ser penalizado”. O dirigente chegou a divulgar no Diário de ontem que a pauta iria para a mesa, sendo indicado como relator o vice-presidente Yulo Oiticica (PT). Porém, teria voltado atrás após, segundo ele, uma consulta a juristas. Deputado diz que vai recorrer Conhecido pelo perfil polêmico por combater a atuação do governo na área de segurança pública, até mesmo quando integrava a bancada governista na Casa, o deputado Capitão Tadeu, único representante do PSB, partido da candidata ao governo Lídice da Mata, demonstrou desapontamento ao saber da resolução, dirigida pelo presidente do Legislativo. Tadeu rebateu as explicações de Nilo e disse que a ausência de debate na mesa diretora viola o artigo 86 da Constituição do Estado e o Regimento da Casa. O deputado afirmou que vai recorrer no Supremo Tribunal Federal (STF). “O deputado só sai se for cassado ou renunciar. Juridicamente eu estou saindo a pedido? É cassação juridicamente. Vou recorrer”, contestou Nilo em tom de ironia. “Isso é armação dele, pois a Constituição é muito clara de que a mesa é quem decide”, disse Tadeu. Segundo ele, deputados que compõem a mesa têm conhecimento de que não caberia ao presidente definir sozinho. “Os outros da mesa nem foram consultados. Não tem cabimento. O fato é que formaram uma quadrilha para assaltar o meu mandato e Marcelo Nilo é membro”, disparou. Conforme Tadeu, há interesses do PT em cassar o seu mandato e associa o fato à ministra Luciana Lóssio, que tomou posse do processo. O deputado lembrou que ela foi advogada do PT, durante a campanha presidencial em 2010, e foi indicada ao TSE pela presidente Dilma Rousseff (PT). O parlamentar questionou o fato de a ministra ter se baseado em um “inquérito equivocado”, o que alteraria o resultado. “No inquérito, os policiais federais concluíram que houve falsificação de documento, que adultera o resultado do julgamento, mas a relatora do processo ignorou esse parecer que consta no inqué-rito”. O socialista atribuiu à decisão do Tribunal Superior a uma retaliação do PT por causa dos posicionamentos dele na Assembleia Legislativa, contrários ao governo. “Faltando três meses para a eleição, querem tirar um deputado que incomoda o governo e colocar um aliado”, disse.
Fonte - Tribuna da Bahia  18/07/2014

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Deputados se calam sobre investigação da PF contra corregedor da AL-BA - Notas & Noticias


Estranho, hein? -  Por Evilásio Júnior / José Marques                                                  Nem mesmo os “aguerridos” deputados da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) quiseram se pronunciar sobre a Operação Detalhes, que devassou o gabinete do corregedor da Casa, Roberto Carlos (PDT), na manhã desta terça-feira (3). Apesar da possibilidade de o parlamentar – acusado de abrigar oito funcionários-fantasmas em suas fileiras – ser indiciado por formação de quadrilha, peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, o assunto sequer foi levado ao plenário. O Bahia Notícias tentou contato com nada menos que 20 deputados, mas só obteve três declarações. O presidente, Marcelo Nilo, que pediu os nomes à PF e prometeu demitir os servidores envolvidos, e os líderes do governo, Zé Neto (PT), e do bloco PSC/PTN/PRP que, em um samba-de-uma-nota-só endossaram o blá-blá-blá da nota oficial encaminhada à imprensa pelo PDT. “O que tem a fazer é deixar os fatos serem revelados e aguardar os resultados finais da operação. Vamos ouvir o deputado e espero que a gente possa tirar lições disso”, opinou o petista. “Eu quero crer que seja difícil que um deputado peça a um de seus subalternos que retire importâncias de seu salário e envie para a conta de familiares. Ele estará portando uma espada sempre contra a sua cabeça. Se isso for verdade, não vamos achar que a Casa está impregnada pela corrupção, porque uma denúncia dessas atinge a todos nós, já que somos medidos pela mesma régua aos olhos da população”, lamentou Machado, ao revelar ainda que soube que Roberto Carlos estava “choroso” com as notícias sobre o esquema. Outro integrante da ala da minoria explicou em off que, na verdade, houve uma espécie de “acordo” entre os deputados para que apenas Nilo se pronunciasse sobre a questão. “O sentimento da Casa é o de que não sabemos de nada. Só o presidente fala”, elucidou. Nos bastidores do poder, entretanto, o comentário é o de que a mudez dos parlamentares teria um grave motivo. Após a propagação do caso Roberto Carlos, muitos políticos teriam ficado preocupados com a possibilidade de serem alvos de novas investigações. Entre especulações sobre supostas irregularidades do pedetista, que teria um irmão com um comércio de produtos importados da China e do Paraguai em Juazeiro, o temor é que a impiedosa PF pegue no calcanhar de novos atores. Em junho de 2010, quatro meses antes das eleições, em plena tarde de sexta-feira, uma reunião fechada entre o chefe do Legislativo e cerca de 20 deputados tratou de alertar o grupo que o Ministério Público Federal (MPF) apurava movimentações financeiras muito acima dos rendimentos parlamentares, justamente a mesma irregularidade que desencadeou a averiguação da Polícia Federal. Embora a Operação Detalhes, segundo o superintendente em exercício do órgão, Daniel Veras, tenha sido formulada especificamente para investigar Roberto Carlos, o clima é de tensão na AL-BA, pois, a qualquer momento, uma nova ação poderia explodir. Informações obtidas pelo Bahia Notícias dão conta de que o inquérito do MPF tramita em Brasília. Como a PF já pegou um deputado, pelo menos 20 estão com as barbas de molho. Fonte - Bahia Noticias 04/04/2012