domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dez anos depois, Guaribas deixa para trás o título de cidade mais pobre do país e a população faz planos para o futuro

Lucas Rodrigues
Enviado Especial da EBC
Guaribas (PI) - Lançado no dia 3 de fevereiro de 2003, no município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, o Programa Fome Zero foi criado com o objetivo de erradicar a miséria, com a transferência de renda e garantindo o alimento para as famílias que viviam na extrema pobreza. Hoje, o Brasil ainda tem pelo menos 5,3 milhões de pessoas sobrevivendo com menos de R$ 70 por mês, diferentemente do início dos anos 2000, quando eram 28 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.
Nos último dez anos, esse número vem diminuindo. Em parte, por causa de políticas públicas de ampliação do trabalho formal, do apoio à agricultura e da transferência de renda. Hoje, a iniciativa, que ganhou o nome de Bolsa Família, chega a quase 14 milhões de lares. Ela nasceu do Programa Fome Zero, criado para garantir no mínimo três refeições por dia a todos os brasileiros. E foi do interior do Nordeste que essa iniciativa partiu para o restante do país.
Depois de dez anos, a Agência Brasil voltou a Guaribas, no sul do Piauí, escolhida como a primeira beneficiária do programa de transferência de renda. Localizada a 600 quilômetros ao sul da capital, Teresina, Guaribas não oferecia condições básicas para uma vida digna de sua população: faltava comida no prato das famílias, que, na maioria das vezes, só tinham feijão para comer. Não havia rede elétrica e poucas casas tinham fogão a gás.

Mulheres e crianças andavam quilômetros para conseguir um pouco de água e essa busca, às vezes, durava o dia inteiro. A dona de casa Gilsa Alves lembra que, naquela época, “era difícil encontrar água para lavar roupa”, no período de seca. “Às vezes, até para tomar banho era com dificuldade".
O aposentado Eurípedes Correa da Silva não se esquece daquele tempo, quando chegou a trabalhar até de vigia das poucas fontes que eram verdadeiros tesouros durante os longos períodos de seca, com água racionada. Hoje, a água chega, encanada, à casa dele.
Pai de sete filhos, Eurípedes tem televisão e geladeira. Além do dinheiro da lavoura e da aposentadoria, ele recebia o benefício do Fome Zero e agora conta com o Bolsa Família. O benefício chega a 1,5 mil lares e a meta é alcançar 2 mil neste ano, o que representa oito em cada dez moradores da cidade. A coordenadora do programa em Guaribas, Raimunda Correia Maia, diz que “o dinheiro que gira no município, das compras, da sustentação dos filhos, gera desenvolvimento".
A energia elétrica também chegou a Guaribas e trouxe com ela internet e os telefones celulares. No centro da cidade, há uma praça com ruas calçadas e uma delegacia, além de agências bancárias, dos Correios e escolas. A frota de veículos cresceu e, hoje, o que se vê são motos, em vez de jegues.

O município conquistou o principal objetivo: acabar com a miséria. Mesmo assim, ainda está entre os mais pobres do país e enfrenta o êxodo dos jovens em busca de emprego em grandes cidades. Segundo o IBGE, entre 2000 e 2007, quase 10% dos moradores deixaram Guaribas.
Alan e Rosângela podem ser os próximos. O Bolsa Família e as melhorias na cidade não foram suficientes para manter o casal no município, já que ali os dois não encontram trabalho. Os irmãos já foram para São Paulo e é impossível sustentar a família de oito pessoas com um cartão (do Bolsa Família) de R$ 130.


Quem escolheu ficar na cidade sabe que muita coisa tem que melhorar. O esgoto ainda não é tratado; algumas obras não saíram do lugar, como a do mercado municipal. Até o memorial erguido em homenagem ao Fome Zero está abandonado há anos. Longe de Teresina, os moradores se sentem isolados, principalmente por causa da dificuldade de chegar à cidade mais próxima: são 54 quilômetros de estrada de terra, em péssimo estado, até Caracol.
Isso torna difícil escoar a produção de feijão e milho e faz com que todos os produtos cheguem mais caros. A dificuldade de acesso também prejudica uma das conquistas da região: a unidade de saúde. A doméstica Betânia Andrade Dias Silva levou o filho de 5 anos para uma consulta e não encontrou médico. Ela desabafa: “É ruim né?! Principalmente numa cidade pequena, na qual você precisa de um atendimento melhor, tem que sair para ir para outra cidade, Caracol, São Raimundo, que fica longe daqui. Por exemplo, caso de urgência, se você estiver à beira da morte, acaba morrendo na estrada… Então, é difícil".
Há mais de um mês, o atendimento é feito apenas por enfermeiras e por um dentista. Mesmo oferecendo um salário que chega a R$ 20 mil, a prefeitura diz que não consegue contratar médicos. O jeito é mandar os pacientes mais graves para as cidades vizinhas.
Mas essa situação pode começar a mudar ainda neste ano. Segundo informou a Secretaria de Transportes do Piauí, o trecho da BR-235 que liga Guaribas a Caracol deve começar a ser asfaltado em outubro. Por enquanto, está sendo asfaltado outro trecho da rodovia, entre Gilbués e Santa Filomena.
O casal Irineu e Eldiene saiu de Guaribas para procurar trabalho em outras cidades, mas voltou. Agora eles levantam, pouco a pouco, uma pousada no centro da cidade. Irineu diz que a obra que está fazendo não é “nem tanto pensando no agora”, é para o futuro. “Estou vendo que a cada ano que está passando, Guaribas está desenvolvendo mais”.
A expectativa de Irineu e Edilene é resultado da mudança dessa que já foi a cidade mais pobre do país. Mesmo com dificuldades, os moradores de Guaribas, agora, olham para o futuro com mais esperança e otimismo. Eldiene garante que vai ficar e ver a pousada cheia de clientes.

Veja aqui galeria de fotos de Guaribas na época do laçamento do Fome Zero.
Fonte - Agência Brasil 02/02/2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Uma aula sobre o processo do mensalão

STF, totalmente, desmascarado pelo Dr. Pedro Serrano


Pedro Estevam Serrano é advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP,mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC-SP. Neste vídeo ele revela todas as aberrações,

Viagem ferroviária - Trecho Paraíba do Sul x Rio de Janeiro

TREM VERA CRUZ - DÉCADA DE 80



Neste filme, gravado por Hugo Caramuru em 1982/1983 se tem a oportunidade de viajar a bordo do saudoso "Vera Cruz", trem que fazia a ligação por trilhos entre as cidades de Belo Horizonte-MG e Rio de Janeiro-RJ. Diversas estações hoje em dia abandonadas, depredadas e até mesmo demolidas são vistas nesta gravação, feita em Super-8. Embarque neste trem e viaje no tempo, curtindo belas paisagens e sentindo a nostalgia da melhor viagem que existe e que hoje não podemos desfrutar: uma viagem de trem. Meus sinceros agradecimentos ao pesquisador e escritor Hugo Caramuru pela cessão das imagens que compõe este vídeo.
Publicado em 29/01/2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Procuradoria Geral da República dirige licitação para compra de tablets da Apple


A Procuradoria Geral da República (PGR) realizou licitação no final de 2012 para a compra de 1226 tablets — 1200 para a PGR e 25 para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Não se discute a importância dos aparelhos para o exercício da função dos procuradores, o interessante foi como o edital para compra pelo órgão comandado pelo senhor Roberto Gurgel foi produzido para que a vitoriosa no processo fosse a Apple.
A Lei de Licitações determina que marcas não podem ser citadas em editais de compras públicas, mas o edital da licitação da PGR (141/2012) cita a Apple ao menos duas vezes e exige tecnologias que só a empresa detém, o que inviabiliza a participação de qualquer outra fabricante. Ou seja, como se diz no universo das concorrências, a licitação foi dirigida.
Nas especificações técnicas para os tablets licitados, o edital determina que o aparelho precisa possuir a tecnologia “Tela Retina”, que é exclusiva da Apple e que venha equipado com o chip Apple A5X dual core, fabricado apenas para produtos da marca. Veja nas imagens.


E mais, as dimensões exigidas no edital são exatamente as mesmas do Ipad. Veja o comparativo entre o site da Apple e o texto da licitação.

Dimensões informadas no site da Apple, na imagem da esquerda, e dimensões exigidas na licitação da PGR, na imagem da direita (Foto: Reprodução)
Exige-se ainda uma capa para tablet, fabricada pela Apple e desenvolvida especificamente para o Ipad. Veja nas imagens abaixo onde a marca foi citada no edital.


O repórter Felipe Rousselet entrevistou Cláudio Weber Abramo, executivo da ONG Transparência Brasil, indagando-o sobre a legalidade de uma licitação feita nestes moldes. A resposta foi curta e direta: “Essa licitação é ilegal”. “As dimensões já direcionam. É difícil, mesmo pela Apple, conseguir este tipo de precisão. Não nas dimensões, mas no peso é aceitável que exista uma diferença de uma ou duas gramas”, comentou.
Evidente que a vencedora da concorrência em pregão eletrônico foi a Apple, conforme resultado publicado abaixo.

O repórter Felipe Rousselet entrou em contato com a assessoria de imprensa da PGR, do CNMP e da Apple, mas até a publicação deste post, apenas o CNMP se posicionou sobre o caso. Através da sua assessoria, o órgão afirmou que não participou da elaboração do edital para a compra dos tablets e do processo de fiscalização, apesar de ser beneficiado com algumas unidades do equipamento. O CNMP disse ainda que o dinheiro ainda não foi empenhado. Ou seja, a empresa vencedora já foi escolhida, mas o pagamento e a entrega dos tablets ainda não foram feitos.
Roberto Gurgel que abusou dos holofotes da mídia para discursar sobre o “mensalão”, agora prefere se calar sob a suspeita de licitação dirigida envovendo R$ 2.940.990,10 no órgão que preside. Só para constar, o que em tese não é algo ilicito, mas pode explicar muita coisa. Esse pregão eletrônico ocorreu no dia 31 de dezembro à tarde, quando o órgão já estava em recesso. Dia 31 de dezembro à tarde, você não leu errado. E mesmo assim o órgão comandado por Gurgel acredita que não tem nenhuma explicação a dar à sociedade brasileira. Alvíssaras.
Atualizando: Por Sugestão do leitor Eric, acrescento mais uma questão a este post. Por que a vencedora do certame foi a empresa A.A. de Araújo M.E. Uma microempresa venceu uma licitação de aproximadamente 3 milhões de reais na venda de um produto de uma multinacional. Por que isso? - 
Renato Rovai

Fonte - Com Texto Livre  29/01/2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

O dia em que mataram FHC

Obra de Gil Vicente
A meta fundamental dos estrategistas da oposição, concentrados nas redações do Instituto Millenium, ia além da divisão da base de sustentação do governo Dilma. O objetivo era mais amplo. Através de factoides, que ignoravam os desmentidos das lideranças partidárias, a estratégia consistia em criar um cenário de ficção onde partidos do campo progressista abandonariam o governo em nome de projetos próprios, criando um céu de brigadeiro para o tucanato em 2014.
Não se pode subestimar o desespero contido na empreitada. Desde 2001, quando o neoliberalismo alcançou o máximo de sua hegemonia, dando início à sua decadência, os valores morais, políticos e jurídicos que o sustentaram começaram a fazer água.
Natural que setores políticos associados a ele fossem levados de roldão pela própria dinâmica desencadeada. Quando a festa acabou, o prestígio do consórcio demotucano rastejava, sua base parlamentar estilhaçou e os convidados começaram a se retirar ou a brigar pelos ossos que sobraram. Com FHC paralisado, a equipe econômica e seus consultores em pânico, encerrava-se a aventura da direita que, em nome de um projeto sócio-liberal, promoveu a mais ampla liquidação do patrimônio público de que se tem notícia na história do país.
A partir de 2003, o governo petista conseguiu dar consequência prática à formação da base social de um projeto democrático e popular. Setores médios e pequenos do empresariado, embora refratários inicialmente, se agregaram em torno da nova proposta de poder. Além do amplo apoio da maioria da classe média - que não pode ser confundida com suas frações ressentidas e raivosas - a gestão de centro-esquerda, por suas políticas inclusivas, conseguiu se enraizar nos setores assalariados de baixa renda.
E o que sobrou dos parlamentares, professores e analistas que viram nos anos FHC o anúncio da modernização das relações entre o Estado e o capital, com o fim do "Estado cartorialista" e do "populismo econômico”? Quando morre um homem representativo, três hipóteses se afiguram: sua época já havia morrido, morre com ele, ou lhe sobrevive. Na primeira hipótese, o homem representativo era uma relíquia, um dinossauro e suas "qualidades" passam a balizar o juízo do senso comum. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um morto político com o projeto que implantou, é um exemplo significativo da justeza desta hipótese.
A asfixia interna que se seguiu no campo liberal-conservador provocou uma redução vertical dos quadros do PSDB que, na origem, ainda resistiam à avalanche reacionária e eram vozes mais ponderadas em um partido que desde sempre foi marcado pela conciliação e por vacilações. As possibilidades de renovação são mínimas e as alianças possíveis só podem ser feitas com setores oligárquicos e atrasados. Não por acaso mídia e judiciário adquiriram centralidade no jogo político.
Passados dez anos da devassa tucana, o Brasil encontra-se como alguém que, após uma longa caminhada numa floresta completamente escura, conseguiu vislumbrar uma clareira, com vários caminhos à frente. Na verdade, a diversidade de rotas é uma ilusão, porque há apenas dois destinos. O primeiro caminho - o proposto por articulistas, redatores, consultores e analistas do "antigo regime" - levaria ao esmagamento de todos os avanços conquistados nos últimos dez anos.
Por essa rota, que ainda levaria ao esmagamento de toda a acumulação industrial feita a duras penas e à custa do sacrifício de várias gerações de trabalhadores, o Brasil voltaria aos primórdios da década de 1930. A outra - a que não aparece sequer como possibilidade nas páginas e telas das classes dominantes - nos conduzirá à continuidade de transformações jurídico-institucionais que, constituindo direitos a partir da relação direta com o Poder Público, faça emergir uma nova cidadania.
Com a reação negativa à determinação do governo federal em reduzir as tarifas de energia elétrica, a oposição matou Fernando Henrique e foi ao cinema. Mas, ironicamente, prestou o primeiro serviço à nação. Mostrou o mapa oculto na grande imprensa.
Gilson Caroni Filho
No Blog do Miro
Fonte -  Com Texto Livre 27/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

RECIFE E A NOVA MOBILIDADE

Revolução pernambucana no transporte público promete melhorar a vida dos usuários

Pernambuco das revoluções que fizeram parte da história do Brasil, agora estamos vendo um marco que para muito não sairia do papel, que a vinda da Copa do Mundo ajudou bastante a implantação destes projetos é inegável, mas a causa no passado era tão importante quanto a atual, se no passado a revolução era devido a crise econômica e criação de novos impostos, a nova revolução é para evitar uma crise já semi-instalada na cidade, a chamada crise da mobilidade urbana que consequentemente atinge a economia do estado.
E pensando nisso, obras e mais obras estão acontecendo nos 04 cantos da Região Metropolitana do Recife, enquanto algumas cidades brasileiras que sediarão a Copa de 2014 estão com algumas obras atrasadas devido a impasses burocráticos e jurídicos, e outras que perderam tempo em relação a escolha do modal a ser implementado, Pernambuco vem dando exemplo e não é atoa que em breve a Região Metropolitana do Recife ganhará cerca de 100 km de corredores exclusivos para ônibus,Sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), Novos Trens para o Metrô, Transporte Hidroviário integrado aos ônibus e Metrô e ainda novas ciclovias.


Até a Copa de 2014, estão previstas as conclusões das obras dos corredores TRO Norte-Sul, que vai ligar Igarassu à capital pernambucana, e Leste-Oeste, entre a Avenida Agamenon Magalhães e o terminal de Camaragibe, ainda na Região Metropolitana.
Atualmente, 385 linhas de ônibus funcionam na Região Metropolitana, com cerca de 3 mil ônibus disponíveis. Os números, no entanto, não são suficientes para evitar superlotação e longas filas nas paradas. Recentemente o governo entregou mais um terminal integrado de ônibus (Cajueiro Seco) e ainda este ano serão entregues mais 07 terminais (TIP, Xambá, Cosme e Damião, Tancredo Neves e Largo da Paz, além do Barro e Joana Bezerra que estão sendo ampliados.
Outra melhoria significativa vai ser a volta dos ônibus com ar condicionado, hoje a cidade só dispõe deste serviço nos chamados ônibus opcionais e com apenas 03 linhas oferecendo este serviço, mesmo com uma tarifa maior, é bastante procurado pelos usuários.


Já no sistema ferroviário, a chegada de 15 novos trens para o Metrô da cidade, promete diminuir o intervalos dos trens e consequentemente uma melhora no atendimento, isso sem falar que com a inauguração dos outros terminais, vai possibilitar uma melhor distribuição dos usuários a seus destinos.
E as grandes novidades ficam por conta do VLT e das Barcas


O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) já está em teste e entrará em operação definitivamente nos próximos dias, trata-se de um trem moderno que vai melhorar e muito a ligação da capital para a cidade do Cabo de Santo Agostinho e em breve até Suape, grande pólo de empregos hoje em Pernambuco devido a Refinaria e ao Estaleiro Atlântico Sul.
E a mais nova novidade é o transporte pelo rio Capibaribe, onde estações modernas serão construídas para o transporte de Barcas, o que vai possibilitar a integração com os ônibus e também com o Metrô. Serão dragados 17 quilômetros do Rio, das proximidades da BR-101, passando pelos bairros do Parque Santana (Casa Forte/Poço da Panela), Torre, Derby, área central do Recife e Tacaruna (divisa entre Recife e Olinda).


As embarcações – O Projeto prevê que 12 barcos façam o transporte de aproximadamente 335 mil passageiros por mês, realizando 156 viagens por dia, onde cada barco terá capacidade para receber 86 passageiros sentados e trafegar a uma velocidade de 18 km.
Bicicletários
Todas essa ações terão Biciletários de forma que um usuário possa guardar sua bicicleta nos terminais e prosseguir a viagem nos em outro modal, ampliando assim a integração.
Fonte - Blog Meu Transporte 23/01/2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo - Salmão

Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Mas podemos impedí-los agora antes que esse estranho peixe Frankenstein apareça em nossos pratos de comida.
O novo salmão falso cresce duas vezes mais rápido que o original, e nem mesmo os cientistas sabem os efeitos a longo prazo que ele pode causar à saúde. Ainda assim, esse alimento está prestes a ser declarado seguro para consumo, baseado em estudos pagos pelas empresas que criaram a própria criatura modificada geneticamente! Felizmente, os EUA são obrigados legalmente a considerar a opinião pública antes de tomarem uma decisão. Uma crescente coalizão de consumidores, ambientalistas e pescadores estão pedindo ao governo que abandone esse plano mal-cheiroso. Vamos urgentemente criar uma avalanche de apoio global para ajudá-los a vencer essa causa.
A consulta está acontecendo agora e temos uma chance real de manter o peixe mutante fora do cardápio. Assine para impedir a criação do peixe Frankenstein e compartilhe amplamente -- quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nosso clamor será enviado oficialmente à consulta pública: -http://www.avaaz.org/po/stop_frankenfish_r/?boYqKbb&v=21117
A empresa que desenvolveu o peixe Frankenstein alterou o DNA do salmão para criar um peixe que pudesse crescer rapidamente durante o ano todo. Além de não conhecermos os efeitos a longo prazo para a saúde, se algumas dessas criaturas ou seus ovos chegarem ao ambiente natural, estes super salmões podem dizimar populações inteiras de salmão. Pior ainda, uma vez que eles chegarem aos supermercados, não vamos saber o que é salmão modificado geneticamente e o que é salmão verdadeiro, ou seja, não haverá como evitar o consumo!
A indústria de biotecnologia gastou centenas de milhões de dólares fazendo lobby com os governos para aprovar os alimentos vegetais modificados geneticamente. O peixe Frankenstein é a próxima galinha de ovos de ouro da indústria -- e pode abrir as comportas para outros tipos de carne transgênica. Mas o governo dos EUA vai considerar a opinião pública antes de tomar sua decisão final -- se conseguirmos pressioná-los e mostrar uma oposição global enorme enquanto eles menos esperam, poderemos impedir esse acordo temerário.
O peixe Frankestein está prestes a ser aprovado -- vamos nos certificar de que as empresas de biotecnologia não tenham voz sobre o que comemos. Ajude a construir a petição de 1 milhão de assinaturas para impedir a criação do peixe mutante:
http://www.avaaz.org/po/stop_frankenfish_r/?boYqKbb&v=21117
Os membros da Avaaz já se uniram para proteger o meio ambiente e nossos sistemas alimentares de interferências perigosas. Em 2010, mais de 1 milhão de nós se uniram contra os alimentos transgênicos na Europa. Vamos nos unir mais uma vez contra o peixe Frankenstein.
Com esperança,
Jamie, Nick, Emma, Dalia, Emily, Paul, Ricken, Wen-Hua e toda a equipe da Avaaz
www.avaaz.org

sábado, 5 de janeiro de 2013

Ferrovia: condenada pelo progresso?‏

Algumas informações técnicas sobre o FILME e o seu momento em que foi produzido (1964).
A. Pastori.1 - O filme é do INCE-Instituto Nacional do Cinema Educativo(?), produzido pela Atlântida Filmes, a pedido do MEC e o Ministério da Viação, que não é citado. Lembren-se que, naquela década a industria automobilistica, recém instalada no Brasil, precisava consolidar-se.
2 - Os primeiros 8 minutos contém tomadas feitas na extinta E. F. Maricá, que ia de Niterói (Neves) até Cabo Frio, com 158 km. Se a linha fosse preservada, um moderno Trem Regional faria essa viagem até Cabo Frio em menos de duas horas. Hoje esse percurso rodoviário pode levar mais de 4 horas, sobretudo nos finais de semana e feriados.
3 - Na altura dos 8':15" do filme, temos uma belíssima surpresa, com raras imagens do trecho a cremelheira da Serra de Petrópolis (erradicada em 1964), com passagem pelas estações Raiz da Serra, Meio e Alto da Serra. Observem a passagem do trem pelo centenário Viaduto da Grota Funda, teimosamente de pé até hoje. Esse trecho está totalmente ocupado, e a reativação dessa ferrovia só depende da vontade política de resolver essa questão das ocupações, que será cobrada insistentemente por nós dos atuais prefeitos de Petrópolis, Rubens Bomtempo, e Magé, Nestor Vidal.
4 - A imagem final do filme é emblemática: um trem cargueiro da até hoje eficientíssima E. F. Vitória-Minas transportando minério de ferro. Essa ferrovia é a única que vem fazendo o transporte diário de passageiros entre essas duas capitais.
5 - Estatísticas: a promessa de erradicar os ramais anti econômicos - foram mais de 10 mil km - para investir em rodovias, resultou no seguinte quadro atual: dos 1.600.000 km de rodovias existentes hoje no País, apenas 200 mil km (12,5% do total) são mal e porcamente pavimentadas; destes 200 mil km pavimentados temos somente 64 mil km de rodovias federais, ou seja, apenas 31%. Essas rodovias nos cobram, além do frete elevado, um pedágio social em termos de desperdício na queima de combustível fóssil não renovável, poluição, acidentes, perdas materiais e humanas, aumentando o que se convencionou de chamar custo da infraestrutura ineficiente, ou custo Brasil.
6 - Para compensar esse atraso, o governo federal investe bilhões e bilhões em novas rodovias e ferrovias, em projetos "emPACados" que andam no ritmo da velha Maria-fumaça. Por sinal, hoje a velocidade média dos nossos modernos automóveis nas grandes Regiões Metropolitanas é muito inferior a velocidade média da "Baroneza", primeira locomotiva a vapor que rodou em solo brasileiro a 32 km/h, e isso foi há mais de 160 anos atrás! Evoluímos?
7 - A maquiavélica estratégia do governo Federal à época, foi deixara o doente atingir o estado terminal para justificar a desmontagem da RFFSA. É claro que havia muito obsoletismo, ineficiência humana e material, mas hoje percebe-se que foi um grande desperdício de RH e Ativos não repensar, naquela época, um modelo para revitalizar e modernizar a Rede.
8 - Esse desperdício poderia ter sido minimizado, por exemplo, se alguns os ramais ferroviários antieconômicos, ao invés de serem erradicados, fossem preservados (retirar os trilhos foi uma imbecilidade sem precedentes) com os trilhos sendo vendidos a preço de sucata. Existem ainda antigos trechos belíssimos, com paisagens de tirar o fôlego, mas que hoje são somente acessíveis por utilitários 4X4.
9 - Idem, idem, com o material rodante. Se fossem preservados, estariam novamente na ativa servindo como TrensTurísticos e/ou Regionais, contribuindo para reduzir essa carnificina diária nas rodovias, gerando emprego e renda através do Turismo e preservando milhares de estações centenárias abandonadas relegadas ao esquecimento.
Por fim, não deixem de ler o texto abaixo, pois ele explica um pouco do "modus pensanti " da época, que aplaudiu de pé a morte do trem de passageiros, preferindo ficar horas e horas engarrafados nas estradas ou, pior, envolver-se em acidentes estatisticamente cada vez mais frequentes.
Fonte - CFW SUL DE MINAS 05/01/2013
Veja mais - A PROVA DO CRIME - Como mataram as nossas Ferrovias

Caiu a casa da Editora Abril: suntuoso edifício sede é da PREVI


A revista Veja, da editora Abril, tem se mostrado interessada em repaginar reportagens antigas sobre fundos de pensão e imóveis, mas omite as relações obscuras que levaram ela própria a ser a feliz ocupante de um moderno e suntuoso edifício da PREVI (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil).
A Editora demo-tucana está instalada em um dos mais suntuosos e modernos edifícios de São Paulo, desde 1998 (ano da reeleição de FHC).
Trata-se do Edifício Birman 21, também conhecido como NEA ("Novo Edifício Abril"), na Avenida das Nações Unidas, 7221.
Nas palavras do chefão Roberto Civita, é equipado com um bom restaurante, um bom "chef", bons vinhos, onde Civita convida todos os dias alguém para almoçar. Os habituais são José Serra, FHC, Aécio Neves, Tasso Jereissati, Gilmar Mendes, Sergio Guerra, Álvaro Dias... em geral demo-tucanos que conspiram e articulam factóides da semana e concedem entrevistas nas paginas amarelas, além de empresários e autoridades do poder judiciário, entre outros.
Até aí nenhum problema, vivemos em uma democracia, e a extrema-direita tem direito de ter seus porta-vozes na imprensa (só não tem direito de conspirar, publicar mentiras contra adversários, nem trocar favores políticos por "favores" financeiros com dinheiro público).
O problema é quando, no meio da ideologia, entram negociatas financeiras, misturando o interesse público de trabalhadores de fundos de pensão, com os interesses econômicos privados de uma empresa, com os interesses políticos demo-tucanos.
Essa mistura de interesses se revela quando vemos que "Novo Edifício Abril", não pertence ao grupo Abril, nem ao Naspers, nem à Telefonica da espanha (sócios do grupo Abril), e sim a PREVI (Fundo de pensão do Banco do Brasil).
O "Novo Edifício Abril" é fruto de uma "joint-venture" entre a incorporadora brasileira Birman (de Rafael Birman, irmão de Daniel Birman, do grupo Arbil) e a estadunidense Turner Corporation.
A PREVI entrou com o dinheiro, comprando o imóvel para sua carteira de investimentos.
E o Grupo Abril conseguiu alojar-se neste patrimônio da PREVI em 1998, no governo FHC, quando a PREVI estava sob influência de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de José Serra (PSDB/SP) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP).
Não sabemos os termos do contrato com a PREVI no governo de FHC e Serra, onde o Grupo Abril só pode ter feito um bom negócio, para aceitá-lo.
Não sabemos valores, nem prazos. Mas a PREVI precisa ver as cláusulas do contrato que permitam exigir um aluguel de mercado que garanta boa rentabilidade, ou entrar com uma ação de despejo na justiça.
Neste mesmo ano de 1998, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor do Banco do Brasil, e foi gravado durante a privatização das teles conversando com o então ministro das comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros. Eis o diálogo:
“Está tudo acertado”, diz Mendonça de Barros para Ricardo Sérgio. “Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar?”
“Acabei de dar”, responde Ricardo Sérgio. “Dei para a Embratel e 874 milhões para o Telemar (Tele Norte Leste). Nós estamos no limite da nossa irresponsabilidade. São três dias de fiança para ele”, continua o diretor do Banco do Brasil, quase rindo.
“É isso aí, estamos juntos”, diz Mendonça de Barros.
“Na hora que der merda (Ricardo Sérgio se refere ao astronômico valor da fiança), estamos juntos desde o início.”
As teles foram vendidas, inclusive para o Opportunity de Daniel Dantas, no limite da irresponsabilidade.
Até onde foi o limite da irresponsabilidade na entrega pela PREVI do "Novo Edifício Abril" para alojar os donos da revista Veja?
Se a revista tivesse brios, apresentaria a seus leitores uma explicação com transparência de todo esse negócio.
A corrupção na imprensa brasileira é tão grande ou maior do que na própria política. Basta lembrar que a distribuição de canais de TV e emissoras de rádio foi comandada, sobretudo pelo finado Antonio Carlos Magalhães (PFL/DEMos), para parlamentares "amigos do rei".
No mensalão do DEM, quem estava colocando dinheiro na cueca era um dono de jornal. Globo, Abril, Estadão e outros tem um histórico de empréstimos públicos temerários, que ás vezes resultaram em perdão ou permuta da dívida, e de socorro financeiro, além de obscuras propagandas "institucionais" onde, apesar do arcabouço legal, a lei não enxerga onde termina uma relação comercial de anunciante, e onde começa uma relação promíscua de anúncios desnecessários e superfaturados, apenas para justificar transferência de dinheiro público, em troca de apoio político camuflado no noticiário. - http://www.aapprevi.com.br/documentos/abril_previ.htm

domingo, 4 de novembro de 2012

VLT de Cuiabá será entregue até o Mundial 2014

Circuito Mato Grosso Nada vai abalar a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá. Quem garante é o assessor técnico de mobilidade urbana da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa em Mato Grosso), Rafael Detoni, ao falar do desafio da pasta para a entrega do modal antes da Copa do Mundo de 2014. Apesar de haver demora no processo licitatório, irregularidades no laudo técnico do Ministério das Cidades, problemas com a Justiça Federal, o engenheiro está confiante de que a mais cara obra da mobilidade urbana de Cuiabá para o Mundial, a um custo de R$ 1,47 bilhão, está com cronograma apertado, mas vai virar realidade em tempo do evento. "A população pode pensar dessa forma [no legado e na não-execução até 2014], mas o governo do Estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo", explica o engenheiro. "Existe um contrato firmado entre entes federativos, existe a Matriz de Responsabilidades, e esta obra foi colocada como uma obra que estará pronta para a Copa do Mundo. Assim ela está em contrato, assim ela foi licitada e assim ela foi contratada junto ao consórcio executor." Detoni sempre esteve à frente dos preparativos de mobilidade urbana do Mundial em Cuiabá, seja com o projeto do BRT, seja com o VLT, que acabou substituindo o sistema sobre pneus. Ele afirma que a implantação do novo modal teve início com duas obras de arte que já estão em execução desde setembro. Uma trincheira na avenida da FEB em Várzea Grande, próxima ao Aeroporto Marechal Rondón, e um viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, no acesso à Universidade Federal do Mato Grosso. Essas são as duas obras que efetivamente começaram. Nos próximos dias, uma pista da avenida do CPA, na altura do shopping Pantanal será interditada para a construção do viaduto da Sefaz. Uma equipe da Secopa já iniciou a limpeza do local. Assim que a SMTU (Secretaria Municipal de Transporte Urbano) liberar as rotas alternativas, terá início a obra.
Fonte - Revista Ferroviária   03/11/2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Lula vai ao Mexico é OVACIONADO e continua sendo o Cara.........



Visita, segundo líder brasileiro, marca sua "volta à vida política da América Latina e à política do Brasil"
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta sexta-feira (21/09) para milhares de universitários mexicanos, brincando e pedindo que participem mais na política de seu país.
"Este é um momento especial para mim porque é a primeira viagem internacional que realizo após 11 meses tratando de um câncer que enfrentei e superei com a ajuda de Deus e o carinho da população brasileira", assinalou Lula em um fórum convocado pela Fundação Telmex, do magnata Carlos Slim.
Lula, de 66 anos, fez uma amena e animada conferência perante 10 mil bolsistas da fundação no Auditório Nacional da capital mexicana intitulado "México Século XXI: capturando o futuro".
"Com muitíssima alegria volto ao México, país, este, que tanto estimo e no qual me sinto totalmente em casa", disse no começo de seu discurso, que durou quase 90 minutos.
Lula assinalou que a viagem ao México é uma circunstância feliz porque foi justamente em outubro de 2011, após comparecer a uma cúpula de negócios realizada em Querétaro, quando já no Brasil foi-lhe diagnosticado o câncer.
O ex-presidente destacou que esta visita marca sua "volta à vida política da América Latina e à política do Brasil".
Vestido com gravata azul, branca, verde e amarela, as cores da bandeira nacional, Lula encorajou os jovens a aproveitar o momento no qual estão, e pediu aos Governos latino-americanos para transformar a educação em "uma prioridade estratégica" durante seus mandatos.
No Opera Mundi
Fonte - Com Texto Livre 22/09/2012

Veja contra Lula: mentira e mistificação


Por José Carlos Ruy, no sítioVermelho:

O objetivo do artigo mentiroso publicado por Veja não é a moralidade ou a ética, mas criar condições jurídicas para afastar Lula das eleições de 2014 e 2018.
Aqueles que, credulamente, ainda pensam que os jornais e revistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista) têm o objetivo de informar e debater questões públicas relevantes, podem encontrar, na edição desta semana do panfleto direitista chamado Veja, um desmentido para estas esperanças e farto material pedagógico sobre a maneira como agem. São instrumentos da luta de classes dos ricos contra os pobres, onde os cães de guarda dos interesses dominantes investem contra os setores progressistas, democráticos e nacionalistas num combate político cuja arma é a mentira e a difamação.
O repórter, autor da matéria, e o diretor da revista afirmam ali, candidamente, que as graves denúncias feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão baseadas no ouvir dizer, em “revelações de parentes, amigos e associados” do empresário Marcos Valério, que extravasaria a eles seu inconformismo por sua condenação no processo do chamado “mensalão”. Acusação ouvida do próprio Marcos Valério – e esse é o critério não só do bom jornalismo, mas também da boa investigação criminal – nenhuma! Aliás, o próprio advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, prontamente desmentiu as mentiras da revista da família Civita e afirmou que seu cliente não conversou com nenhum jornalista.
O artigo calunioso sustenta que Lula teria se encontrado com o publicitário Marcos Valério, quando presidente da República, para acertar detalhes do chamado “mensalão”, que envolveria uma quantia muito maior do que a atribuída no julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal, alcançando R$ 350 milhões.
Não é a primeira vez que Veja é pega na mentira, que tem sido a norma da revista nos últimos anos e não apenas em matérias políticas mas também em outras áreas. Há um ano, no início de setembro de 2011, ela divulgou uma matéria de capa sobre um medicamento para diabetes que, assegurava, levaria seus usuários a emagrecimento em tempo recorde; foi um escândalo tamanho, de repercussões negativas sobre a saúde pública, que a Anvisa precisou intervir e obrigar a revista a se desmentir. Os ecos da matéria mentirosa e da intervenção da Anvisa foram ouvidos inclusive em academias de ginástica onde pessoas ainda crédulas se manifestavam indignadas com a irresponsabilidade e as mentiras da revista.
A série de mentiras é longa; ela envolve, só para lembrar algumas, o acolhimento das acusações feitas por um bandido contra o ministro do Esporte Orlando Silva Jr (e, em consequência, contra o PCdoB) ou a fantasiosa “revelação” de que Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes, do STF, pelo adiamento do julgamento do chamado “mensalão”, que foi imediatamente desmentida pela terceira pessoa que participou do encontro durante o qual a pressão, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.
São antecedentes mentirosos que não contam para os paladinos do conservadorismo e do neoliberalismo na mídia comercial. Um dos mais notáveis deles, o comentarista Merval Pereira, de O Globo, foi logo para o ataque afirmando a possibilidade de uma denúncia contra Lula, com base nas acusações falsas de Veja. Outros – como Ricardo Noblat – foram na esteira dele, e no mesmo tom.

É a volta do coro conservador e neoliberal, com um objetivo muito claro e definido. Desde a crise de 2005 estes comentaristas sabem que não conseguem enganar o povo. Foram derrotados pelo voto popular nas eleições de 2006 e depois em 2010, e seus partidos e candidatos enfrentam dificuldades imensas nas eleições municipais desde então. O PSDB minguou e a voz de seus caciques, ouvidas nos salões chiques de São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Nova York, não repercutem mais ali onde de fato interessa: no meio do povo, que vota e escolhe os governantes.
A tática que parecem adotar, perante este quadro de dificuldades eleitorais para seu renegado programa neoliberal e para aqueles que o representam, é tentar inviabilizar juridicamente uma nova candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2014 ou 2018. Para aqueles que aceitavam apenas um mandato para Lula – o primeiro, de 2003 a 2006 – o quadro que se apresenta é politicamente aterrador ao indicar a quase inexorável perspectiva de um domínio de mais de vinte anos das forças democráticas, progressistas e patrióticas sobre a Presidência da República.
Daí a ideia “genial”: condenar Lula como o chefe do chamado “mensalão” e ganhar, no tapetão, aquilo que não conseguem alcançar no voto, a exclusão do líder sindical e operário de futuras disputas eleitorais.
É difícil que tenham êxito, como mostra a reticência dos presidentes dos dois principais partidos da direita neoliberal -- o PSDB e o DEM --, Sérgio Guerra e José Agripino, diante de qualquer iniciativa jurídica contra Lula a partir de bases tão frágeis quanto a mentira relatada por Veja.
A luta é política; é luta de classes, e a direita (com seus cães de guarda da mídia) investe – nunca é demais repetir – na única e esfarrapada bandeira que alega sustentar, a defesa da moral e da ética. O caráter mentiroso dessa defesa fica claramente exposto quando se vê o comportamento dessa mesma mídia diante de acusações mais graves e sólidas contra o tucanato e seus governos, como se viu no eloquente silêncio a respeito das denúncias feitas no livro A Privataria Tucana, no qual o jornalista Amaury Ribeiro Júnior denuncia as falcatruas do governo de Fernando Henrique Cardoso, ou diante do acúmulo de denúncias do envolvimento do jornalista Policarpo Jr, diretor de Veja em Brasília, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Para a mídia e para os tucanos o objetivo não é alegada moralidade, mas a criação de condições para sua volta ao poder. Como se fosse possível no Brasil de hoje!
O poder da mídia conservadora é inegável, e grande. É o poder da classe dominante brasileira, fortalecido inclusive com contribuições do próprio governo federal. Dados divulgados na semana passada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostram que, dos R$ 161 milhões gastos em publicidade desde o início do governo de Dilma Rousseff, R$ 50 milhões foram apenas para a TV Globo; a Editora Abril recebeu R$ 1,6 milhão (R$ 1,3 milhão para publicidade em revistas e R$ 300 mil na internet).
Esse poder se defronta hoje com um protagonismo popular mais acentuado; os velhos “formadores de opinião” claudicam ante o despertar do povo brasileiro e, sem propostas claras e objetivas, amparam-se em mentiras e na calúnia. Precisam olhar a história: em batalha semelhante, na década de 1950, a mídia conservadora e antidemocrática investiu contra o presidente Getúlio Vargas com a mesma fúria com que hoje ataca as mesmas forças democráticas, progressistas e patrióticas que dirigem o governo federal.
O fracasso daquela investida ficou clara na derrocada da principal revista da época, O Cruzeiro, notável pela mesma capacidade de mentir e caluniar hoje protagonizada por Veja. Em outubro de 1954, logo depois do suicídio de Vargas, a tiragem de O Cruzeiro ainda era de 700 mil exemplares; poucos meses depois, em fevereiro de 1955, caiu para 660 mil e seguiu em queda livre até 1965, quando ficou na faixa dos 400 mil exemplares, e continuou caindo (os dados estão num livro cujo título é apropriado: Cobras Criadas: David Nasser e O Cruzeiro, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho).
A direita e os conservadores precisaram de um golpe militar, em 1964, para impor suas teses e massacrar a democracia que se fortalecia.
Os tempos mudaram e a direita, hoje, mantém o poder do dinheiro e da mídia mas perdeu a capacidade de mobilização popular e de respaldo dos quartéis para seus projetos anacrônicos, antidemocráticos e antipatrióticos. Restam a ela, como armas, a mentira e a mistificação.
Postado por Miro
Fonte - Blog do Miro 21/09/2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

IBAMA participa de reunião sobre LOUOS e PDDU

Rogerio Horlle 10 de Setembro de 2012 10:08

Data: 10/09/2012 Notícias > Crea-BA
As entidades que compõem o fórum permanente de acompanhamento das decisões relativas aos processos do PDDU e da LOUOS de Salvador receberam nesta quinta-feira (6), na sede do Crea-BA, a visita de um representante do Ibama. Além do Instituto de Meio Ambiente, outros dois órgãos -Inema e Iphan- foram convidados para participar da reunião, mas não compareceram.
De acordo com o representante do Movimento Desocupa , Engenheiro Eletricista Rogério Horlle, o convite foi feito com o propósito de discutir as contingências necessárias para o cumprimento das decisões judiciais referentes ao Plano Diretor e à Lei de Ordenamento do Uso do Solo. “Estamos felizes com a participação do Ibama. Nosso intuito é o de conciliação e buscar soluções inteligentes que venham a beneficiar a cidade, impedindo a continuidade de licenciamentos viciados”, disse Horlle.
O assessor parlamentar do Crea-BA, Genivaldo Barbosa, reiterou que o objetivo das entidades é o de subsidiar o Ministério Público com elementos técnicos que esclareçam a maneira como estão sendo emitidos alvarás e licenciamento de obras em Salvador. “Queremos que o Ibama efetive sua participação, da mesma forma que contamos com as presenças do Iphan e do Inema nas próximas reuniões semanais”.
O biólogo Denílson Oliveira, analista ambiental do Ibama informou que em diferentes momentos, vários empreendimentos embargados pela autarquia federal, tiveram o embargo suspenso por meio de recursos judiciais, ou até mesmo por descumprimento dos empreiteiros ou da prefeitura. “O Ibama só pode atuar dentro da sua área de competência. É preciso deixar claro que a lei complementar 140/2011 esclarece que a competência de fiscalização do empreendimento é do órgão licenciador”, explicou Oliveira.
Entenda o caso – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan) foi citado no ofício nº 16/2012, da Promotoria de Justiça da Habitação e Urbanismo da Capital.
O MP estipula o prazo de 10 dias para o cumprimento. A base do documento é a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que determina ao Iphan a fiscalização das obras construídas irregularmente na área tombada, no seu entorno e demais sítios tombados em Salvador. Da mesma forma a ACP nº 2008.33.00.003305-8 refere-se a atribuições do IBAMA e do Inema.
Fonte: Ascom Crea-BA Noticias / http://www.creaba.org.br/noticia/1092/IBAMA-participa-de-reuniao-sobre-LOUOS-e-PDDU-.aspx
Enviado por Rogerio Horlle 10/09/2012

domingo, 9 de setembro de 2012

METRÔ DE SALVADOR - A chegada dos trens

Desembarque dos três primeiros trens do Metrô de Salvador em 7 de Novembro de 2008
Desembarque dos três primeiros trens do Metrô de Salvador em 7 de Novembro de 2008

Em 7 de Novembro de 2008, foram desembarcados no porto de Salvador os três primeiros trens do Metrô de Salvador, totalizando 12 vagões.
Em 19 de Janeiro de 2009, foram desembarcados os outros três trens, completando a encomenda de seis trens-unidade elétricos (TUEs), no total de 24 vagões.

Fotos: Aristeu Chagas - Agecom

Trens do Metrô de Salvador, ainda protegidos por plásticos, aguardando transferência e armazenagem

Vagão do Metrô de Salvador, envolto em plástico

Vagão do Metrô de Salvador, parcialmente exposto para fotografia

Vista frontal de um dos vagões do Metrô de Salvador

Disposição dos vagões do Metrô de Salvador

Vagões do Metrô de Salvador no pátio de amrazenagem até que os trilhos sejam assentados para efetuar os testes

Vista geral dos trens do Metrô de Salvador

Fonte - CENTRO OESTE Brasil
http://vfco.brazilia.jor.br/Trens-Urbanos/Metro-Salvador/2009-01-19-Chegada-Trens.shtml