quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cuiabá assina ordem de serviço das obras do VLT

Noticias Ferroviárias

21/06/2012 - Só Notícias

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fifa 2014, assinou, hoje, em Cuiabá, a ordem de serviço para o início da construção do novo modal de transporte da capital, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O secretário Maurício Guimarães (Secopa) e o representante do consórcio, Aloysio Cardoso da Silva, assinaram os documentos e realizaram a primeira reunião de trabalho para o início efetivo da fase de execução da obra. O prazo para a entrega do novo modal é de 24 meses.
A implantação do VLT redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará melhor qualidade e segurança no trânsito entre as duas maiores cidades mato-grossenses. Para financiar os custos da implantação, o governador do Estado, Silval Barbosa, assinou na segunda-feira (18) o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sidos aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) e serão redirecionadospara o VLT.
A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer ainda este mês, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento(BNDES) por meio da CEF. Para desapropriação serão destinados R$ 110 milhões, montante que representa a contrapartida do Governo do Estado.
Com os estudos realizados sobre as isenções, a previsão é que o valor para implantação do VLT deveráficar entre R$ 1.220 bilhão a R$ 1.477 bilhão.
"Foi muito difícil superar as dificuldades burocráticas, cumprir todas as exigências para o financiamento da maior obra já realizada em Mato Grosso e as especificidades do processo licitatório através do RDC, uma nova forma de contratação. [...] A população de Cuiabá e Várzea Grande é a maior beneficiária deste processo, pois em 2014 terá um transporte público de qualidade, com conforto e rapidez", disse Maurício Guimarães. "Reafirmo o compromisso de atender o que foi contratado,vamos entregar essa obra no prazo e com qualidade", destacou Aloysio Cardoso.
Fonte - Revista Ferroviária 21/06/2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Trem sobe a serra da Borborema em passeio raro e bucólico na Paraíba

Noticias Ferroviárias


(foto Maurício Melo)
Viagem de 11 horas levou a composição por apertados caminhos rochosos. Trem será utilizado para levar centenas de pessoas ao som de muito forró.
O G1 fez uma viagem inusitada de trem entre a capital da Paraíba, João Pessoa, e a capital do forró, Campina Grande. Durante onze horas foram percorridos cerca de 150 km de trilhos que quase já não recebem locomotivas. O objetivo é levar o trem até Campina Grande, onde ele será usado no programa Expresso Forrozeiro, uma atração que leva centenas de pessoas ao som de muito forró durante as festas juninas.
A saída foi da estação da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) às 7h30 da quinta-feira (7). Em um passeio lento e bucólico, o trem serpenteou por usinas desativadas, antigas vilas e muita mata nativa do Litoral e Agreste paraibano até subir a Serra da Borborema. A linha margeia algumas cidades e passa por estações de trem abandonadas. Tudo do tempo em que o transporte de cargas era feito por via férrea.
Mesmo o transporte de passageiros também aconteceu, por muito tempo, nos carros do ferrovia. Ainda há quem lembre da época em que o trem levava e trazia passageiros. Como a dona de casa, Antônia Silva, que mora às margens da ferrovia, em uma vila no município de Santa Rita. “Antigamente passava muito trem. Agora só passa de vez em quando. Quando passava, era bom demais.”
Na verdade, participaram desta viagem apenas nove ferroviários, apesar dos sete vagões de transporte de passageiros, chamados simplesmente de carros, “vagão transporta carga e animal, carro transporta gente”, explicou o maquinista da CBTU Carlos Moabe, que fez as vezes de guia nesta viagem.
Os integrantes desta jornada são quatro maquinistas, cada locomotiva precisa de dois para ser pilotada, um manobrador - que engata e desengata vagões -, um supervisor de vagões e três mecânicos ferroviários, que além de fazer consertos na composição, faz reparos na linha férrea, quando necessário.
O motivo deste passeio é que esta composição, locomotiva mais carros, precisa ser levada para Campina Grande para ser enfeitado e usado durante o mês junino como o Expresso Forrozeiro. Já o motivo do tempo de viagem é a falta de uso da ferrovia que liga as cidades.
Apesar dos pouco mais de 30 anos de uso, a locomotiva, que tem motor Bombardier de 1.025 cavalos de potência, pode chegar a 90km/h sem problemas. Mas o pouco uso da linha férrea pode esconder armadilhas como trilhos cobertos por areia, por pedras, ou até roubo de trilhos. Por conta disso, a viagem tem a velocidade média de 20km/h e passa a ser um misto de passeio e verificação do trecho, que é como os ferroviários chamam a linha entre duas estações.
Atualmente são poucos os que usam esse trecho para transportar cargas e não há mais transporte de passageiros. “Há 30 anos, as pessoas viajavam de trem o tempo todo. Também havia muito álcool, cana de açúcar e minério sendo transportados pelos trens”, contou o maquinista da Transnordestina Paulo César.
Hoje, o uso das linhas férreas da Paraíba está dividido por duas empresas. O transporte de passageiros, que só acontece na Grande João Pessoa, está sob responsabilidade da CBTU. Já o de cargas, da Transnordestina. Então, numa operação como esta, os trens da CBTU precisam trafegar em trilhos da Transnordestina. E essa ação conjunta acaba sendo como uma reunião de velhos amigos, já que os ferroviários da Paraíba são poucos e conhecidos.
O supervisor de movimento da CBTU, Odilon Tenório, que ficou na estação de João Pessoa, já vai completar 30 anos na empresa e fala com saudosismo do tempo em que haviam muitas outras viagens. “Houve um tempo em que era tanto trem aqui, que dava um trabalhão para organizar as composições na estação. Hoje, o tempo de espera entre um trem e outro é de 59
minutos.”
Vida nos trilhos
E a saudade não é só de Odilon, os maquinistas e mecânicos que embarcaram, passaram boa parte do percurso contando histórias de antigamente e, como que revivendo os velhos tempos, se enchiam de orgulho.
E um ponto curioso a se registrar é que, além das quatro ou cinco paradas para arrumar os trilhos à frente ou fechar alguma válvula que teimava em abrir e deixar escapar a pressão do motor, duas rápidas pausas na viagem foram para cumprimentar parentes de Silvio Cesar, supervidor de maquinista, e um colega maquinista que está de licença médica. Ambos moram em casas às margens dos trilhos.
Por volta do meio dia, foi feita uma parada para todos almoçarem em Itabaiana, cidade onde o maquinista Paulo César mora e que já foi um importante entroncamento de trilhos que levavam para o Sertão da Paraíba, para o Rio Grande do Norte e para Pernambuco.
Vista privilegiada
O trem passa por lugares que as estradas não cortam. Logo, há muitas paisagens campestres e construções inusitadas como ruínas de estações cercadas por uma mata densa sem estradas próximas e uma ponte inglesa de mais de 110 anos em perfeito estado por onde a composição cruza o Rio Paraíba.
A viagem passa pelos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz de Espirito Santo, São Miguel de Taipu, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e Campina Grande. A parada do almoço levou uma hora e depois o trem seguiu para Campina Grande, terra do Maio São João do Mundo.
No trajeto há matas fechadas, plantações, garças e gado dividindo o pasto, revoada de carcarás. O trem passa por estreitos de pedra, pontes altas e baixas sobre rios e estradas. A saída aconteceu depois do nascer do sol, mas o pôr-do-sol marcou o fim da jornada, na Estação Nova, em Campina Grande, às 18h30.
Trem do Forró
Expresso Forrozeiro acontece nos dias 8, 9, 10, 16, 17, 22, 23, 24 e 30 de junho. Passeio que parte do Museu do Algodão, em Campina Grande, e vai até o distrito de Galante. A viagem dura cerca de um hora e meia e em cada um dos sete carros há um trio de forró pé-de-serra tocando para animar os forrozeiros ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
G1 – Maurício Melo /
Fonte - São Paulo Trem Jeito 09/06/2012

sábado, 9 de junho de 2012

"Lista de Furnas": quem e quanto - POLÍTICA.com

POLÍTICA.com


Por Antônio Mello, em seu blog:

Depois que um laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal atestou a autenticidade da lista de Furnas, que mostrava quem recebeu e quanto dinheiro desviado da empresa nas eleições de 2002, os partidos de oposição aos governos populares Lula-Dilma entraram em polvorosa, especialmente o PSDB, que levou quase 70% da bolada, como mostra o gráfico a seguir.



Detalhe: Como o gráfico é antigo, onde se lê PFL, entenda-se o atual (por enquanto, já que se extingue rapidamente) DEM.
Teriam se beneficiado do caixa 2 de Furnas, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo:
José Serra - 7 milhões -
Geraldo Alckmin - 9,3 milhões -
Aécio Neves - 5,5 milhões -
Kassab - 100 mil -
Eduardo Azeredo (chefe do mensalão tucano de Minas, que é pai do mensalão do PT) - 550 mil.
Logo que a lista apareceu, distribuída pelo lobista (e também processado em casos de estelionato) Nilton Monteiro, os partidos atingidos (PSDB e todos da base do governo FHC) trataram de desqualificá-la atacando seu divulgador.
Monteiro não é Madre Teresa, mas a lista, embora divulgada por ele, havia chegado a suas mãos (e assinada) pelo ex-diretor de Furnas Centrais Elétricas S.A., Dimas Toledo.
Inicialmente, Nilton Monteiro apresentou apenas cópia da lista, e a Polícia Federal não viu indícios de montagem nela. Os partidos dos candidatos listados não se conformaram e exigiram que Monteiro apresentasse o original da lista, que ele dizia possuir. Tinham certeza de que ele não o faria.
Mas quebraram a cara. Ele não só apresentou a lista original, como o Instituto de Criminalística atestou sua autenticidade. Ou seja: não havia montagem e a assinatura do diretor de Furnas era autêntica.
Dois dos listados concordaram que receberam o valor assinalado, entre eles o famoso deputado do "mensalão" Roberto Jefferson
Agora, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor da Privataria Tucana, mergulhou na lista de Furnas.
Se o julgamento do tal mensalão é o momento presente do PT e aliados, o mensalão tucano em Minas (anterior em sete anos ao do PT) e a lista de Furnas são o futuro do PSDB e aliados, que virão se somar aos estragos da CPI do Cachoeira.

[Aqui você acessa os dados da lista de Furnas, e mais informações sobre ela]

Postado por Miro / Fonte Blog do miro 09/06/2012

Trem sobe a serra da Borborema em passeio raro e bucólico na Paraíba

Viagem de 11 horas levou a composição por apertados caminhos rochosos.
Trem será utilizado para levar centenas de pessoas ao som de muito forró.

Maurício MeloDo G1 PB
(Foto: Maurício Melo/G1)
Locomotiva é enfeitada para ser usada como trem
do forró
O G1 fez uma viagem inusitada de trem entre a capital da Paraíba, João Pessoa, e a capital do forró, Campina Grande. Durante onze horas foram percorridos cerca de 150 km de trilhos que quase já não recebem locomotivas. O objetivo é levar o trem até Campina Grande, onde ele será usado no programa Expresso Forrozeiro, uma atração que leva centenas de pessoas ao som de muito forró durante as festas juninas.
saiba mais
VEJA A GALERIA COM IMAGENS DA VIAGEM DE TREM
Receita de Tapioca Junina leva canjica e queijo coalho

Veja a programação completa do São João 2012 em Campina Grande

A saída foi da estação da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) às 7h30 da quinta-feira (7). Em um passeio lento e bucólico, o trem serpenteou por usinas desativadas, antigas vilas e muita mata nativa do Litoral e Agreste paraibano até subir a Serra da Borborema. A linha margeia algumas cidades e passa por estações de trem abandonadas. Tudo do tempo em que o transporte de cargas era feito por via férrea.
Mesmo o transporte de passageiros também aconteceu, por muito tempo, nos carros do ferrovia. Ainda há quem lembre da época em que o trem levava e trazia passageiros. Como a dona de casa, Antônia Silva, que mora às margens da ferrovia, em uma vila no município de Santa Rita. “Antigamente passava muito trem. Agora só passa de vez em quando. Quando passava, era bom demais.”
(Foto: Maurício Melo/G1)
Sete vagões de passageiros foram levados serra acima, rumo a Campina Grande
Na verdade, participaram desta viagem apenas nove ferroviários, apesar dos sete vagões de transporte de passageiros, chamados simplesmente de carros, “vagão transporta carga e animal, carro transporta gente”, explicou o maquinista da CBTU Carlos Moabe, que fez as vezes de guia nesta viagem.
Os integrantes desta jornada são quatro maquinistas, cada locomotiva precisa de dois para ser pilotada, um manobrador, que engata e desengata vagões, um supervisor de vagões e três mecânicos ferroviários, que além de fazer consertos na composição, faz reparos na linha férrea, quando necessário.
(Foto: Maurício Melo/G1)

Maquinistas Paulo César e Carlos Moabe contaram
histórias de antigamente
O motivo deste passeio é que esta composição, locomotiva mais carros, precisa ser levada para Campina Grande para ser enfeitado e usado durante o mês junino como o Expresso Forrozeiro. Já o motivo do tempo de viagem é a falta de uso da ferrovia que liga as cidades.
Apesar dos pouco mais de 30 anos de uso, a locomotiva, que tem motor Bombardier de 1.025 cavalos de potência, pode chegar a 90km/h sem problemas. Mas o pouco uso da linha férrea pode esconder armadilhas como trilhos cobertos por areia, por pedras, ou até roubo de trilhos. Por conta disso, a viagem tem a velocidade média de 20km/h e passa a ser um misto de passeio e verificação do trecho, que é como os ferroviários chamam a linha entre duas estações.
Atualmente são poucos os que usam esse trecho para transportar cargas e não há mais transporte de passageiros. “Há 30 anos, as pessoas viajavam de trem o tempo todo. Também havia muito álcool, cana de açucar e minério sendo transportados pelos trens”, contou o maquinista da Transnordestina Paulo César.
(Foto: Maurício Melo/G1)

O conserto de pedaços da linha férrea atrasaram a
viagem, que levou 11 horas para terminar
Hoje, o uso das linhas férreas da Paraíba está dividido por duas empresas. O transporte de passageiros, que só acontece na Grande João Pessoa, está sob responsabilidade da CBTU. Já o de cargas, da Transnordestina. Então, numa operação como esta, os trens da CBTU precisam trafegar em trilhos da Transnordestina. E essa ação conjunta acaba sendo como uma reunião de velhos amigos, já que os ferroviários da Paraíba são poucos e conhecidos.
O supervisor de movimento da CBTU, Odilon Tenório, que ficou na estação de João Pessoa, já vai completar 30 anos na empresa e fala com saudosismo do tempo em que haviam muitas outras viagens. “Houve um tempo em que era tanto trem aqui, que dava um trabalhão para organizar as composições na estação. Hoje, o tempo de espera entre um trem e outro é de 59 minutos.”


Vida nos trilhos
E a saudade não é só de Odilon, os maquinistas e mecânicos que embarcaram, passaram boa parte do percurso contando histórias de antigamente e, como que revivendo os velhos tempos, se enchiam de orgulho.
E um ponto curioso a se registrar é que, além das quatro ou cinco paradas para arrumar os trilhos à frente ou fechar alguma válvula que teimava em abrir e deixar escapar a pressão do motor, duas rápidas pausas na viagem foram para cumprimentar parentes de Silvio Cesar, supervidor de maquinista, e um colega maquinista que está de licença médica. Ambos moram em casas às margens dos trilhos.
Por volta do meio dia, foi feita uma parada para todos almoçarem em Itabaiana, cidade onde o maquinista Paulo César mora e que já foi um importante entroncamento de trilhos que levavam para o Sertão da Paraíba, para o Rio Grande do Norte e para Pernambuco.
Paisagens bucólicas formam o cenário da viagem (Foto: Maurício Melo/G1) 

Vista privilegiada
O trem passa por lugares que as estradas não cortam. Logo, há muitas paisagens campestres e construções inusitadas como ruínas de estações cercadas por uma mata densa sem estradas próximas e uma ponte inglesa de mais de 110 anos em perfeito estado por onde a composição cruza o Rio Paraíba.
A viagem passa pelos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz de Espirito Santo, São Miguel de Taipu, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e Campina Grande. A parada do almoço levou uma hora e depois o trem seguiu para Campina Grande, terra do Maior São João do Mundo.
No trajeto há matas fechadas, plantações, garças e gado dividindo o pasto, revoada de carcarás. O trem passa por estreitos de pedra, pontes altas e baixas sobre rios e estradas. A saída aconteceu depois do nascer do sol, mas o pôr-do-sol marcou o fim da jornada, na Estação Nova, em Campina Grande, às 18h30.
Pôr-do-sol marcou a chegada a Campina Grande (Foto: Maurício Melo/G1) 
Trem do Forró
Expresso Forrozeiro acontece nos dias 8, 9, 10, 16, 17, 22, 23, 24 e 30 de junho. Passeio que parte do Museu do Algodão, em Campina Grande, e vai até o distrito de Galante. A viagem dura cerca de um hora e meia e em cada um dos sete carros há um trio de forró pé-de-serra tocando para animar os forrozeiros ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
Fonte -   G1 Paraíba 09/06/2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Prefeito poderá ser cassado se não prever Conselho Tutelar em seu município - POLÍTICA.com

POLÍTICA.com

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (6) o Projeto de Lei 1821/11, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que prevê a cassação de prefeitos que não incluírem na lei orçamentária ou não empregarem os recursos necessários ao funcionamento do conselho tutelar do município. A proposta transforma em infração político-administrativa a falta de garantia dos recursos. O prefeito que incorrer na infração fica sujeito à perda do mandato após o julgamento da Câmara de Vereadores.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei8.069/90) obriga cada cidade brasileira a ter, no mínimo, um conselho tutelar que seria criado por lei municipal e mantido pelo orçamento municipal. A lei não prevê, porém, sanção caso ele não funcione.
O relator, deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), recomendou a aprovação da matéria, que ainda será analisada pelo Plenário. “Apesar da disposição expressa do ECA, muitos municípios não contemplam em seu orçamento dotação específica para o conselho tutelar e, quando o fazem, consignam dotação simbólica ou repassam a verba para outros fins. Assim, há municípios onde o conselho sequer foi instalado”, observou.
A norma altera a legislação que define as responsabilidades dos prefeitos e dos vereadores (Decreto-Lei 201/67).
Agência Câmara de Notícias
Fonte - Pinto News 07/06/2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

2 milhões de pessoas contra o texto do Código Florestal - Notas & Noticias

ECOLOGIA  e meio AMBIENTE 

Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, receberam na manhã desta quinta-feira cerca de 2 milhões de assinaturas contra o texto do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados, que está sob análise da presidente Dilma Rousseff.
Dilma tem até amanhã para decidir sobre o que fazer com o texto. A versão da Câmara desagradou ao Planalto, que preferia a versão do Senado Federal, considerada mais equilibrada entre as reivindicações de ambientalistas e ruralistas.
"Essa reunião tem, sem dúvida, um lado histórico. A presidenta ter pedido para três ministros ouvirem o que 2 milhões de pessoas disseram mostra que faz diferença elas se mobilizarem", disse o diretor de campanhas da organização internacional Avaaz, Pedro Abramovay. A Avaaz é uma organização global de campanhas que possui mais de 1,5 milhão de membros no País.
De acordo com Abramovay, mais de 300 mil assinaturas são de brasileiros - franceses, alemães e holandeses também demonstraram preocupação com as consequências do texto do Código aprovado pela Câmara. As assinaturas não foram impressas às autoridades. Em vez disso, foi entregue uma foto de uma página na internet indicando a contagem do número de assinaturas.
"O texto aprovado é um texto horrível. É muito difícil pensar uma solução que respeite algum pedaço desse texto, é o texto do desmatamento. A gente quer o veto total ao desmatamento. Esse texto com aquilo que está lá tem de ser inteiramente rechaçado", criticou. "Sem dúvida, agora vamos acompanhar vigilantes e observando para saber se a decisão que a presidenta Dilma vai tomar é uma decisão a favor da motosserra ou se é uma decisão a favor do desenvolvimento sustentável." Entre os assinantes estão a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o cineasta Fernando Meirelles, de "Cidade de Deus" e "O jardineiro fiel".
Fonte - A tarde 24/05/2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

É o mensalão, estúpido. O brindeiro tem razão

POLÍTICA.com

O brindeiro Gurgel é assim: ele acerta o diagnóstico e erra na terapia.
Ao sentar em cima da Operação Vegas ele “acertou” o diagnóstico.
Lá dentro estava o poderoso Senador Demóstenes, o Catão do Cerrado, importante eleitor na hora de escolher ou reconduzir um Procurador Geral da República.
O Catão era o queridinho do PiG (*).
Diagnóstico perfeito.
No Palocci, no Orlando Silva, na licitação da Copa, o brindeiro esteve sintonizado com o PiG (*) de forma quase automática.
O problema do brindeiro é a terapia.
No caso da Operação Vegas, a terapia pode levar à suspeita de “prevaricação”.
Nesta quarta-feira, na extravagante entrevista – clique aqui para ler “Brindeiro desafia o Congresso e se protege com o mensalão” -, brindeiro, de novo, errou na hora de aplicar o tratamento.
Desafiar o Congresso e dizer que o Senador Fernando Collor tem medo do mensalão equivale a dizer que o Cerra tem medo do PiG (*).
Como se sabe, Collor tomou a dianteira na CPI e quer ter uma conversinha com o Gurgel e o Robert(o).
Não há notícia de um Procurador Geral da República que se tornasse suspeito de prevaricação e desafiasse o Congresso para se salvar.
Viva o Brasil !
Mas, no diagnóstico, o brindeiro acertou em cheio.
É o mensalão, mesmo, o que está em jogo, amigo navegante.
Porque, lá dentro, nas vísceras dessa CPI, está a revelação de que foram Demóstenes e Cachoeira que armaram para derrubar o José Dirceu e criar o mensalão, como demonstrou a TV Record, ao melar o mensalão.
(Depois, com os áudios do Cachoeira, a Record incriminou o Robert(o) Civita de forma inequívoca.)
O brindeiro tem razão, sim, porque dentro da CPI se perceberá com nitidez o que, aqui, se mostrou:“Demóstenes, Robert(o) e Cachoeira se uniram para derrubar o Lula e dar o Governo ao Cerra”.
A oposição e seu braço armado, o PiG (*), não podem viver dessa “crise inflacionária” que, hoje, inflama os Urubólogos.
Isso é “nuvem passageira”.
A última linha de resistência do PiG (e sua risível expressão no Congresso) é o mensalão.
(Aqui pra nós, amigo navegante, o Álvaro Dias como porta-voz da Moralidade é, no mínimo, uma agressão ao bom senso. Ele tem o “gravitas” de uma pena de pardal.)
Logo, condenar o José Dirceu.
Se o Supremo não condenar o Dirceu, o Merval corta os pulsos e vai sujar o fardão.
Diga, aí, amigo navegante, uma única ideia que possa mover a Oposição em 2014.
Um único sopro de inovação.
Uma alternativa ao programa trabalhista do Nunca Dantes e da JK de Saias.
Zero.Nada.
Da usina da Oposição não sai fumaça.
O que mantem a Oposição viva é o PiG.
E o PiG tem a faca nos dentes: quer a cabeça do Dirceu.
Levar o Dirceu para os debates de 2014, como o Padim Pade Cerra, por fora, levou o Dirceu em 2010.
Por dentro, os Brucutus tratavam do aborto (no Chile, pode).
O Conversa Afiada concorda com o Vander, e gostaria de ver o Supremo votar logo o mensalão.
E quer ver o Supremo condenar o Dirceu.
Em tempo: o deputado Cândido Vacarezza parece dar ao PT uma voz mais firme. Ele também quer ter uma conversinha com o Gurgel. Vamos ver se ele engrossa a voz com o Robert(o) e na CPI da Privataria.
Em tempo2: o PiG (*) está felicíssimo porque o STF conferiu cinco horas ao brindeiro Gurgel para acusar o Dirceu no julgamento do mensalão. Como se sabe, o discurso de Gettysburg, que entrou para a História da Civilização e ajudou Lincoln a ganhar a Guerra Civil, durou dois minutos. Se duração de discurso ganhasse a guerra, o Fidel tinha conquistado a Flórida.
Fonte  - Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada 10/05/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sete mentiras da revista Veja

Do sítio da União da Juventude Socialista (UJS):
Em nossa cultura cada número tem um significado, são ditos populares que expressam características de uma pessoa ou uma superstição. No caso da revista veja o número 7 – número do mentiroso – é o que melhor lhe cabe.
O portal da UJS levantou sete casos em que a revista Veja inventou fatos e forjou provas, sempre com o intuito de prejudicar algum desafeto, mas, jamais com intuito de fazer aquilo que o bom jornalismo prega, investigar, informar e garantir o direito ao contraditório em suas matérias.
1. "Escola dos Horrores"
Em 1994 Veja publica matéria em que acusa donos de uma escola no bairro da Aclimação de praticar abusos sexuais contra crianças, o caso ficou famoso em todo o país, a escola foi depredada e fechada, algum tempo depois se provou que as acusações feitas pela revista eram infundadas, o Estado foi obrigado a pagar uma indenização, mas, a imprensa fez-se de desentendida e nem se quer uma autocrítica publicou;
2. “Tentáculos das Farc no Brasil”
Em março de 2005 a matéria de Veja tenta provar suposta relação do movimento guerrilheiro colombiano com o comando da campanha do ex-presidente Lula e vai além, a revista afirma ter acessos a documentos secretos – desta maneira não apresenta nenhuma prova, pois, são documentos “secretos” – de que as Farc teriam feito uma doação de cinco milhões de dólares para a campanha presidencial de Lula. O ministério público fez investigação e nada foi provado. Como é de costume da revista, esta matéria seria mais uma tentativa de prejudicar o então candidato Lula, desafeto de longa data de Roberto Civita, dono da revista;
3. “Os dólares de Cuba para a campanha de Lula”
Esta matéria foi publicada em 2005 durante a campanha presidencial. Sem nenhuma prova concreta ou algo que valha Veja afirma com todas as letras: “Entre agosto e setembro de 2002, o comitê eleitoral de Lula recebeu 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Ao chegar a Brasília, por meios que VEJA não conseguiu identificar”. Sempre de maneira dissimulada, sem apresentar nenhuma prova e mesmo admitindo não saber de todos os fatos, publica-se matéria de capa com acusações estapafúrdias que até hoje não foram comprovadas;
4. “Parece Milagre”
Em setembro de 2011 veja publica matéria de sete páginas (o número da mentira) para falar de um remédio para emagrecimento, na matéria a revista faz elogios ao remédio e cita o nome do emagrecedor como que fazendo uma propaganda do produto, entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) havia limitado o uso do remédio, a agência diz expressamente em um dos seus relatórios que “o uso do produto... caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. De maneira irresponsável Veja colocou em risco a vida de seus leitores com o objetivo único de se beneficiar;
5. "José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília"
Em agosto de 2011 Veja publica matéria conseguida de maneira pitoresca, tentando provar que o ex-ministro José Dirceu ainda tem poderes no governo e no Partido dos Trabalhadores – que até então nada tem de ilegal –. Um jornalista invade o hotel onde o ex-ministro se hospedara e fazia reuniões com correligionários, na invasão o jornalista tenta violar o quarto do ex-ministro no intuito de forjar provas, não tendo sucesso o mesmo roubou imagens do circuito interno de TV do hotel. O responsável pela segurança do hotel registrou ocorrência em uma delegacia de Brasília e até hoje nada foi feito para que se punisse a atitude criminosa da revista e de seu jornalista;
6. “Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção”
Na reportagem de quinze de outubro de 2011 Veja acusa o ex-ministro dos esportes Orlando Silva de montar um grande esquema de corrupção. A revista utiliza como fonte um policial militar do distrito federal que dirigia uma ONG e havia sido condenado pelo ministério e pelo Tribunal de Contas da União a devolver recursos ao próprio ministério dos esportes por falta de prestação de contas. A tal fonte não podia mesmo ser de todo confiável, pois, estava em litígio com o ministério dos esportes e apresentava patrimônio muito acima de seus rendimentos. O Policial João Dias com ajuda da revista Veja afirmou que o ministro recebera dinheiro na garagem do ministério e que tinha provas, entretanto, as provas nunca foram apresentadas, o policial encontra-se preso e a revista fez-se de desentendia;
7. “Só nos sobrou o Supremo”
Em oito de junho de 2011 veja entrevista o senador Demóstenes Torres e o apresenta como um parlamentar combativo e honesto. A entrevista revelou-se recentemente como uma manobra de Veja para ajudar o senador em sua empreitada de estabelecer uma boa imagem de sua figura como um dos últimos homens honestos no senado federal. Recentemente a prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira mostrou uma relação íntima do senador com o bicheiro, jogando por terra a imagem de homem probo, entretanto, gravações da Polícia Federal revelaram que a revista Veja também tinha relações íntimas com o bicheiro e sabia das relações do próprio parlamentar com o bando criminoso de Carlinhos Cachoeira. Ora se a revista sabia da relação do parlamentar com um grupo criminoso e, também se relacionava com os contraventores como pode levar seus leitores ao engano produzindo uma entrevista que ajudava um criminoso a se beneficiar eleitoralmente? São questões que precisam ser esclarecidas.
Ato para exigir #CivitanaCP
Nesta terça-feira dia, oito de maio, a União da Juventude Socialista realizará um ato político na porta da Editora Abril para denunciar os crimes cometidos pela revista Veja e seu proprietário, o empresário Roberto Civita.
O ato ocorrerá as 15h00 na Rua Sumidouro 747 no Bairro de Pinheiros, onde fica a sede da Editora Abril. Ao mesmo tempo será realizado um tuitaço com a hashtag #CivitanaCPI, para mobilizar também as redes sociais a denunciar as práticas criminosas da revista.Postado por Miro.
Fonte - Blog do Miro 08/05/2012

PREFEITO E PRESIDENTE DA CÂMARA DE SALVADOR SÃO INTIMADOS PELA JUSTIÇA - Nota & Noticias

Notas e noticias

O Tibunal de Justiça do Estado da Bahia determinou, nesta segunda-feira (7/5), a intimação do Presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Godinho (PMDB), bem como do Prefeito da Cidade do Salvador, João Henrique Carneiro, para que, no prazo improrrogável de cinco dias, prestem informações sobre a Lei do Ordenamento de Uso e Ocupação do Solo (Louos), aprovada e sancionada no apagar das luzes, em dezembro de 2011.A Ação Direta de Inconstitucionalidade é movida pelo Ministério Público Estadual, que de acordo com o artigo 10 da Lei n. 9.868/99, contesta as alterações autorizadas pela Louos, a exemplo do aumento de 50% no gabarito de prédios a serem construídos na Orla, o que resultará em sombreamento de vários pontos das praias de Salvador; as modificações no zoneamento de diversas áreas da cidade, liberando o uso de Transcon (Transferência do Direito de Construir) na Orla, além da extinção da área de proteção ambiental do Parque do Vale Encantado.
Fonte - Blog do Renato Jorge 08/05/2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Kassab perde ação contra camelôs

Notas e Noticias



Por Altamiro Borges -
A juíza Carmen Cristina Fernandes Teijeiro e Oliveira, da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, considerou “desumana” a ação do prefeito Gilberto Kassab para cassar mais de quatro mil licenças de trabalho de vendedores ambulantes. Nesta segunda-feira, ela concedeu liminar suspendendo a medida contrária aos chamados camelôs. A sua sentença foi dura contra o principal aliado do candidato José Serra:

“Merece destaque que esta falta de planejamento igualmente se descortina no descompromisso da atual gestão com o destino destas pessoas inegavelmente hipossuficientes, que são em sua maioria detentoras destas permissões há 20, 30, e até mesmo 40 anos, com baixíssima ou nenhuma escolaridade, e constituídas, não raramente, de idosos e deficientes”.
Ação higienista da prefeitura
Para a juíza, é inadmissível que a prefeitura paulistana, ao invés de promover políticas públicas de inclusão social, tente retirar às pressas, num prazo de apenas 30 dias, a fonte de subsistência de 4 mil famílias que sobrevivem do comércio de rua, “sem lhes conferir qualquer auxílio ou alternativa eficaz”. A batalha entre os camelôs e o prefeito higienista deve prosseguir na Justiça.
No mês passado, Gilberto Kassab revogou um decreto municipal de 1997 que autorizava o trabalho de camelôs em ruas da capital paulista. A decisão extinguia os chamados "bolsões de comércio ambulante na região central". Subprefeitos da cidade, seguindo as ordens do chefe, também editaram portarias listando as vias afetadas e determinando a desocupação dos locais em até 30 dias.
Visão autoritária e truculenta
Diante da medida truculenta, os ambulantes realizaram vários protestos. Eles denunciaram que a cassação da licença ocorreu sem qualquer alternativa de realojamento e com o prazo ínfimo para a evacuação. Agora, a Justiça atende pedido da Defensoria Pública do Estado e suspende o decreto. Segundo a juíza, o ato da prefeitura não afeta apenas os chamados camelôs, mais “inúmeras outras pessoas que estão, de alguma forma, economicamente conectadas a este comércio”.
A juíza ainda criticou a postura autoritária do prefeito, que também é presidente do recém-formado PSD. Para ela, Kassab não ouviu as pessoas atingidas. Carmen Cristina afirma que a sua decisão visa, “em verdade, assegurar a efetiva participação popular nestas decisões, independente do resultado”. Postado por Miro / Fonte  - Blog do Miro 04/05/2012

MagLeve - Cobra

Design Buscando obter a máxima qualidade, com foco no usuário do sistema MagLev Cobra, o Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe, (LASUP) efetuou uma parceria técnica com o renomado Instituto Nacional de Tecnologia, (INT). O INT é uma instituição especializada em pesquisa e  desenvolvimentos de novos caminhos tecnológicos para o Brasil. Fundado em 1921, o INT é um órgão público federal da administração direta, pertencente à estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT. Com perfil multidisciplinar, o INT trabalha de forma integrada com o setor empresarial, promovendo o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de Química, Tecnologia dos Materiais, Engenharia Industrial, Energia e Meio Ambiente. Realiza consultoria tecnológica, serviços técnicos especializados certificação de produtos e atua na formação e capacitação profissional, através de programas de educação continuada e treinamento. A infra-estrutura do INT conta com 26 laboratórios, sendo nove deles credenciados pelo INMETRO . Além do credenciamento, o Instituto participa de grupos e diversos programas da qualidade . O INT tem por finalidade promover e executar pesquisas, desenvolver e transferir ao setor produtivo tecnologias e produtos, bem como prestar serviços técnicos especializados e capacitar recursos humanos, com ênfase na inovação, competindo-lhe em especial: executar atividades, programas e projetos de pesquisa e desenvolvimento; prestar serviços técnicos especializados no âmbito de sua competência; desenvolver estudos e propor diretrizes para a formulação de políticas ou para a execução de programas no campo da tecnologia no âmbito de suas competências; estabelecer e manter intercâmbio de informações científicas e tecnológicas, bem como de transferência de tecnologia com instituições de pesquisa e ensino, e outras entidades públicas e privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais; capacitar recursos humanos em suas áreas de competência; exercer a função de órgão pericial técnico independente, na sua área de competência; emitir certificados, relatórios e pareceres técnicos em conformidade com normas técnicas nacionais e internacionais reconhecidas; exercer a função de Organismo de Certificação Credenciado – OCC, em conformidade com o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade; transferir para a sociedade serviços e produtos singulares, resultantes de suas atividades de pesquisa e desenvolvimento, mediante o cumprimento de dispositivos legais aplicáveis; gerir e desenvolver atividades de incubadora de empresas de base tecnológica; e manter e operar, direta ou indiretamente, escritórios, laboratórios e centros regionais. A escolha do INT se deu não apenas por seu perfil estar completamente alinhado com a proposta de inovação tecnológica que o Maglev Cobra representa, como por sua facilidade de acesso. O INT fica no centro do Rio de Janeiro, o que possibilita um fácil acesso e um precioso intercâmbio de informações entre as equipes do LASUP, das empresas prestadoras de serviço e dos técnicos envolvidos no projeto. A Divisão de Desenho Industrial do INT (DVDI) em parceria com empresas prestadoras de serviço credenciadas, está responsável pelo design do veículo, respeitando as especificações técnicas fornecidas pelo LASUP. O trabalho do INT envolve conceituar e elaborar visões de futuro para a tecnologia com base nas especificações técnicas, visando não só uma estética inovadora como também soluções importantes em diferentes níveis:
Adicionar legenda
Simplificação dos processos produtivos Velocidade de produção Leveza Utilização de materiais de conformidade ecológica Foco no ser humano Otimização dos processos O Laboratório de Ergonomia da Divisão de Desenho Industrial do INT está responsável pela elaboração de estudos ergonômicos que visam nortear a aplicação do design de interior do veículo ao usuário brasileiro. Isso significa que ao contrário de praticamente todos os veículos vendidos no Brasil até hoje, o Maglev Cobra é o único veículo da história a ser desenvolvido pensando no Brasileiro. É comum que produtos vindos de fora não se adéqüem perfeitamente ao público nacional, pois são desenvolvidos com medidas antropométricas de populações diferentes. Um exemplo prático deste problema se deu com uma plataforma de petróleo que custou milhões de dólares ao Brasil. Ao ser construída no oriente, a plataforma foi entregue com camas e móveis funcionais que estavam com medidas abaixo das necessárias para o brasileiro. Isso porque eles usaram como medida os dados antropométricos da população daquele país, e não do nosso. Este fator obrigou a empresa a contratar pessoas de estatura menor, pervertendo de modo impressionante a assertiva de que o veículo deve se adaptar ao ser humano, e não o contrário. Em um esforço mundial para sanar este tipo de problema em um mundo cada vez mais globalizado, o Laber, por atuar no segmento de obtenção de medidas antropométricas desde a década de 70, recebeu um convite para representar o Brasil em um time de institutos e centros de pesquisa de diferentes países. Este time visa estabelecer normas de um banco de dados mundial com medidas das populações. Este grupo se chama Grupo WEAR ( World Egeneering Antropometry Resource). Além do Brasil, a organização agrega países como EUA, África do Sul, Japão, Holanda, França, Coréia do Sul, Taiwan e Austrália O LABER, seguindo as normatizações que vem sendo desenvolvidas pelo grupo WEAR, está iniciando uma pesquisa de dados antropométricos da população brasileira utilizando medidas tridimensionais reais. Para isso, será necessária a utilização de um avançado equipamento de captura de dados, que é um Scanner Humano 3d.


Este Scanner 3D é único na América Latina e permite obter com a precisão abaixo de 0.5mm as dimensões de seres humanos reais, que podem ser aplicadas em projetos e pesquisas em âmbito nacional. O scanner tridimensional a laser de corpo inteiro – modelo WBX – foi instalado no Laber no final de março de 2009, juntamente com outro equipamento semelhante – o PX – usado exclusivamente para escanear detalhes da face e cabeça. O custo total do equipamento foi de 377 mil dólares. Além de projetar a interação humana com ferramentas e máquinas, a pesquisa torna possível projetar locais de trabalho mais seguros e ergonicamente adequados. Os equipamentos adquiridos pelo LABER, tanto de corpo inteiro como o de face, funcionam com quatro cabeças de laser, acoplados a câmeras. A coleta de dados é feita associando a varredura por raio laser ao sistema RGB – semelhante ao dos tubos de imagem de TV – que garantem não só a coleta das dimensões (altura, comprimento e porfundidade), como as texturas e cores das pessoas e objetos escaneados. A resolução do equipamento é de 30 mil pontos por segundo. Com o scanner a laser 3D, o Laber estará capacitado a desenvolver pesquisas antropométricas voltadas as mais diversas áreas. Um próximo projeto do laboratório se destinará ao setor têxtil. O principal objetivo dessa pesquisa será gerar tamanhos padrão adequados ao perfil dimensional dos brasileiros.
O primeiro veículo brasileiro a utilizar esta avançada tecnologia é o MagLev Cobra. Isso representa nosso esforço em obter um produto totalmente voltado para o ser humano. Não só após sua conclusão, mas desde sua gênese.
Fonte - http://www.dee.ufrj.br 04/05/2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Monotrilho vai impactar áreas importantes de SP

Noticias Ferroviárias


G São Paulo - 19/04/2012

Quem anda pela Av. Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo, percebe que ela começa a ficar com jeito de “em obras”. Pistas interditadas, máquinas para escavar, trabalhadores com coletes e capacetes apareceram nos últimos dias. Sobre a via, irá passar a única novidade importante no transporte público da cidade que será inaugurada antes da Copa do Mundo: a Linha 17 Ouro do monotrilho. O iG teve acesso a imagens que mostram como a obra irá impactar áreas relevantes da cidade, como a Ponte Estaiada e o Estádio do Morumbi.
A linha toda ligará a estação Jabaquara do Metrô ao Shopping Butantã, na Av. Francisco Morato. Mas, para a Copa, ficará pronto apenas o trecho entre o aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros, onde o monotrilho fará integração com a Linha 9 da CPTM. O Metrô promete entregar essa etapa em maio de 2014, um mês antes do evento. Essa ligação terá 7,7 km de extensão e oito estações: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.
As outras “duas pontas” da Linha 17 Ouro – da Marginal Pinheiros ao Morumbi, do aeroporto ao Jabaquara – ficarão prontas depois de 2014 e dependem, além do Metrô, também da Prefeitura. O município é responsável pela construção de avenidas (a Perimetral, na altura da favela de Paraisópolis), parques lineares e urbanização de favelas (na Av. Roberto Marinho) que permitirão a conclusão da obra.
O monotrilho é um trem relativamente pequeno – menor que um metrô – e já opera em cidades dos EUA, Japão e vários outros países. Ele correrá sobre vigas de concreto a 15 metros do chão, mais ou menos a altura do terceiro andar de um prédio, suficiente para fazê-lo passar por cima das pontes que cruzam o trajeto. Os pilares que sustentam essas vigas ficarão, quase sempre, nos canteiros centrais das avenidas. Os vagões se movimentam com pneus de borracha sobre concreto, por isso, segundo o Metrô, são mais silenciosos que um trem comum – com rodas e trilhos de aço.
É fácil imaginar a diferença que a Linha 17 Ouro fará no transporte público. Orçada em R$ 3,2 bilhões, ela terá 18 estações e levará 250 mil pessoas por dia quando for inaugurada. Vai conectar três linhas do Metrô – a Azul, na estação Jabaquara, além das futuras linhas Lilás, no cruzamento com a Av. Santo Amaro, e Amarela, na Av. Francisco Morato. Também dará a São Paulo algo que outras grandes metrópoles possuem faz tempo: uma saída “sobre trilhos” do principal aeroporto da cidade.
Quando comparado ao Metrô, o monotrilho leva metade do tempo para ser construído e custa 60% da opção subterrânea, segundo os responsáveis pela obra. Ainda assim, tem boa capacidade – o monotrilho que está sendo construída na Zona Leste vai levar 42 mil passageiros por hora em cada direção, enquanto a Linha 2 Verde do Metrô leva 60 mil. Essa outra linha, diga-se, será o maior monotrilho do mundo em capacidade, e terá duas estações inauguradas no final do ano que vem.
Mas a Linha 17 Ouro causou alguma polêmica, devido ao impacto visual que trará a áreas nobres da capital paulista. O Metrô explica que não será um viaduto, mas vigas suspensas – ou seja, uma estrutura leve e que permitirá a passagem de luz do sol. “Além disso, o projeto de paisagismo, que inclui o plantio de muitas árvores para ‘disfarçar’ os pilares, será entregue junto com a obra”, afirma Eduardo Curiati, gerente do empreendimento da Linha 17 Ouro.
O Metrô também vai enterrar fios em alguns trechos, além de construir e recuperar calçadas em outros. “As compensações ambientais são bastante exigentes. Na Av. Roberto Marinho, por exemplo, onde teremos de remover 1.300 árvores, vamos plantar 13 mil na região [não somente na avenida]”, explica Curiati.
Além disso, o engenheiro garante que os trens terão um sistema que escurece o vidro quando o monotrilho passa próximo a prédios residenciais. A tecnologia, segundo Curiati, vai impedir que os passageiros vejam áreas privadas dos condomínios. Ele também afirma que em nenhum ponto o monotrilho passará a menos de 25 metros de edifícios. “Quando as pessoas conhecem melhor o projeto, perdem o medo do impacto visual e percebem que a avenida vai melhorar em muitos aspectos”, diz.
A Linha 17 Ouro é construída pelo Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, CR Almeida, MPE e Scomi – essa última, sediada na Malásia, fornece os trens do trecho. Fonte - Revista Ferroviária 19/04/2012 (Pregopontocom)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maia: por que Murdoch é contra a CPI ? - POLÍTICA.com



Conversa Afiada reproduz nota à imprensa do Presidente da Câmara, Marco Maia:


Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira? - Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa. Dep. Marco Maia,
Presidente da Câmara dos Deputados
Em 15 de abril de 2012 Fonte - Conversa Afiada PHA 16/04/2012