Circuito Mato Grosso
Nada vai abalar a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá. Quem garante é o assessor técnico de mobilidade urbana da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa em Mato Grosso), Rafael Detoni, ao falar do desafio da pasta para a entrega do modal antes da Copa do Mundo de 2014.
Apesar de haver demora no processo licitatório, irregularidades no laudo técnico do Ministério das Cidades, problemas com a Justiça Federal, o engenheiro está confiante de que a mais cara obra da mobilidade urbana de Cuiabá para o Mundial, a um custo de R$ 1,47 bilhão, está com cronograma apertado, mas vai virar realidade em tempo do evento.
"A população pode pensar dessa forma [no legado e na não-execução até 2014], mas o governo do Estado, no entanto, não trabalha com a hipótese de não entregar a obra até a Copa do Mundo", explica o engenheiro. "Existe um contrato firmado entre entes federativos, existe a Matriz de Responsabilidades, e esta obra foi colocada como uma obra que estará pronta para a Copa do Mundo. Assim ela está em contrato, assim ela foi licitada e assim ela foi contratada junto ao consórcio executor."
Detoni sempre esteve à frente dos preparativos de mobilidade urbana do Mundial em Cuiabá, seja com o projeto do BRT, seja com o VLT, que acabou substituindo o sistema sobre pneus. Ele afirma que a implantação do novo modal teve início com duas obras de arte que já estão em execução desde setembro. Uma trincheira na avenida da FEB em Várzea Grande, próxima ao Aeroporto Marechal Rondón, e um viaduto na avenida Fernando Correa da Costa, no acesso à Universidade Federal do Mato Grosso. Essas são as duas obras que efetivamente começaram.
Nos próximos dias, uma pista da avenida do CPA, na altura do shopping Pantanal será interditada para a construção do viaduto da Sefaz. Uma equipe da Secopa já iniciou a limpeza do local. Assim que a SMTU (Secretaria Municipal de Transporte Urbano) liberar as rotas alternativas, terá início a obra.
Fonte - Revista Ferroviária 03/11/2012
domingo, 4 de novembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Campanha Carne Legal, pelo consumo consciente - Filé
Campanha do Ministério Público Federal, a campanha cidadã pelo consumo consciente de produtos bovinos.
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sábado, 22 de setembro de 2012
Lula vai ao Mexico é OVACIONADO e continua sendo o Cara.........
Visita, segundo líder brasileiro, marca sua "volta à vida política da América Latina e à política do Brasil"
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta sexta-feira (21/09) para milhares de universitários mexicanos, brincando e pedindo que participem mais na política de seu país.
"Este é um momento especial para mim porque é a primeira viagem internacional que realizo após 11 meses tratando de um câncer que enfrentei e superei com a ajuda de Deus e o carinho da população brasileira", assinalou Lula em um fórum convocado pela Fundação Telmex, do magnata Carlos Slim.
Lula, de 66 anos, fez uma amena e animada conferência perante 10 mil bolsistas da fundação no Auditório Nacional da capital mexicana intitulado "México Século XXI: capturando o futuro".
"Com muitíssima alegria volto ao México, país, este, que tanto estimo e no qual me sinto totalmente em casa", disse no começo de seu discurso, que durou quase 90 minutos.
Lula assinalou que a viagem ao México é uma circunstância feliz porque foi justamente em outubro de 2011, após comparecer a uma cúpula de negócios realizada em Querétaro, quando já no Brasil foi-lhe diagnosticado o câncer.
O ex-presidente destacou que esta visita marca sua "volta à vida política da América Latina e à política do Brasil".
Vestido com gravata azul, branca, verde e amarela, as cores da bandeira nacional, Lula encorajou os jovens a aproveitar o momento no qual estão, e pediu aos Governos latino-americanos para transformar a educação em "uma prioridade estratégica" durante seus mandatos.
No Opera Mundi
Fonte - Com Texto Livre 22/09/2012
Veja contra Lula: mentira e mistificação
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O objetivo do artigo mentiroso publicado por Veja não é a moralidade ou a ética, mas criar condições jurídicas para afastar Lula das eleições de 2014 e 2018.
Aqueles que, credulamente, ainda pensam que os jornais e revistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista) têm o objetivo de informar e debater questões públicas relevantes, podem encontrar, na edição desta semana do panfleto direitista chamado Veja, um desmentido para estas esperanças e farto material pedagógico sobre a maneira como agem. São instrumentos da luta de classes dos ricos contra os pobres, onde os cães de guarda dos interesses dominantes investem contra os setores progressistas, democráticos e nacionalistas num combate político cuja arma é a mentira e a difamação.
O repórter, autor da matéria, e o diretor da revista afirmam ali, candidamente, que as graves denúncias feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão baseadas no ouvir dizer, em “revelações de parentes, amigos e associados” do empresário Marcos Valério, que extravasaria a eles seu inconformismo por sua condenação no processo do chamado “mensalão”. Acusação ouvida do próprio Marcos Valério – e esse é o critério não só do bom jornalismo, mas também da boa investigação criminal – nenhuma! Aliás, o próprio advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, prontamente desmentiu as mentiras da revista da família Civita e afirmou que seu cliente não conversou com nenhum jornalista.
O artigo calunioso sustenta que Lula teria se encontrado com o publicitário Marcos Valério, quando presidente da República, para acertar detalhes do chamado “mensalão”, que envolveria uma quantia muito maior do que a atribuída no julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal, alcançando R$ 350 milhões.
Não é a primeira vez que Veja é pega na mentira, que tem sido a norma da revista nos últimos anos e não apenas em matérias políticas mas também em outras áreas. Há um ano, no início de setembro de 2011, ela divulgou uma matéria de capa sobre um medicamento para diabetes que, assegurava, levaria seus usuários a emagrecimento em tempo recorde; foi um escândalo tamanho, de repercussões negativas sobre a saúde pública, que a Anvisa precisou intervir e obrigar a revista a se desmentir. Os ecos da matéria mentirosa e da intervenção da Anvisa foram ouvidos inclusive em academias de ginástica onde pessoas ainda crédulas se manifestavam indignadas com a irresponsabilidade e as mentiras da revista.
A série de mentiras é longa; ela envolve, só para lembrar algumas, o acolhimento das acusações feitas por um bandido contra o ministro do Esporte Orlando Silva Jr (e, em consequência, contra o PCdoB) ou a fantasiosa “revelação” de que Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes, do STF, pelo adiamento do julgamento do chamado “mensalão”, que foi imediatamente desmentida pela terceira pessoa que participou do encontro durante o qual a pressão, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.
São antecedentes mentirosos que não contam para os paladinos do conservadorismo e do neoliberalismo na mídia comercial. Um dos mais notáveis deles, o comentarista Merval Pereira, de O Globo, foi logo para o ataque afirmando a possibilidade de uma denúncia contra Lula, com base nas acusações falsas de Veja. Outros – como Ricardo Noblat – foram na esteira dele, e no mesmo tom.
É a volta do coro conservador e neoliberal, com um objetivo muito claro e definido. Desde a crise de 2005 estes comentaristas sabem que não conseguem enganar o povo. Foram derrotados pelo voto popular nas eleições de 2006 e depois em 2010, e seus partidos e candidatos enfrentam dificuldades imensas nas eleições municipais desde então. O PSDB minguou e a voz de seus caciques, ouvidas nos salões chiques de São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Nova York, não repercutem mais ali onde de fato interessa: no meio do povo, que vota e escolhe os governantes.
A tática que parecem adotar, perante este quadro de dificuldades eleitorais para seu renegado programa neoliberal e para aqueles que o representam, é tentar inviabilizar juridicamente uma nova candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2014 ou 2018. Para aqueles que aceitavam apenas um mandato para Lula – o primeiro, de 2003 a 2006 – o quadro que se apresenta é politicamente aterrador ao indicar a quase inexorável perspectiva de um domínio de mais de vinte anos das forças democráticas, progressistas e patrióticas sobre a Presidência da República.
Daí a ideia “genial”: condenar Lula como o chefe do chamado “mensalão” e ganhar, no tapetão, aquilo que não conseguem alcançar no voto, a exclusão do líder sindical e operário de futuras disputas eleitorais.
É difícil que tenham êxito, como mostra a reticência dos presidentes dos dois principais partidos da direita neoliberal -- o PSDB e o DEM --, Sérgio Guerra e José Agripino, diante de qualquer iniciativa jurídica contra Lula a partir de bases tão frágeis quanto a mentira relatada por Veja.
A luta é política; é luta de classes, e a direita (com seus cães de guarda da mídia) investe – nunca é demais repetir – na única e esfarrapada bandeira que alega sustentar, a defesa da moral e da ética. O caráter mentiroso dessa defesa fica claramente exposto quando se vê o comportamento dessa mesma mídia diante de acusações mais graves e sólidas contra o tucanato e seus governos, como se viu no eloquente silêncio a respeito das denúncias feitas no livro A Privataria Tucana, no qual o jornalista Amaury Ribeiro Júnior denuncia as falcatruas do governo de Fernando Henrique Cardoso, ou diante do acúmulo de denúncias do envolvimento do jornalista Policarpo Jr, diretor de Veja em Brasília, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Para a mídia e para os tucanos o objetivo não é alegada moralidade, mas a criação de condições para sua volta ao poder. Como se fosse possível no Brasil de hoje!
O poder da mídia conservadora é inegável, e grande. É o poder da classe dominante brasileira, fortalecido inclusive com contribuições do próprio governo federal. Dados divulgados na semana passada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostram que, dos R$ 161 milhões gastos em publicidade desde o início do governo de Dilma Rousseff, R$ 50 milhões foram apenas para a TV Globo; a Editora Abril recebeu R$ 1,6 milhão (R$ 1,3 milhão para publicidade em revistas e R$ 300 mil na internet).
Esse poder se defronta hoje com um protagonismo popular mais acentuado; os velhos “formadores de opinião” claudicam ante o despertar do povo brasileiro e, sem propostas claras e objetivas, amparam-se em mentiras e na calúnia. Precisam olhar a história: em batalha semelhante, na década de 1950, a mídia conservadora e antidemocrática investiu contra o presidente Getúlio Vargas com a mesma fúria com que hoje ataca as mesmas forças democráticas, progressistas e patrióticas que dirigem o governo federal.
O fracasso daquela investida ficou clara na derrocada da principal revista da época, O Cruzeiro, notável pela mesma capacidade de mentir e caluniar hoje protagonizada por Veja. Em outubro de 1954, logo depois do suicídio de Vargas, a tiragem de O Cruzeiro ainda era de 700 mil exemplares; poucos meses depois, em fevereiro de 1955, caiu para 660 mil e seguiu em queda livre até 1965, quando ficou na faixa dos 400 mil exemplares, e continuou caindo (os dados estão num livro cujo título é apropriado: Cobras Criadas: David Nasser e O Cruzeiro, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho).
A direita e os conservadores precisaram de um golpe militar, em 1964, para impor suas teses e massacrar a democracia que se fortalecia.
Os tempos mudaram e a direita, hoje, mantém o poder do dinheiro e da mídia mas perdeu a capacidade de mobilização popular e de respaldo dos quartéis para seus projetos anacrônicos, antidemocráticos e antipatrióticos. Restam a ela, como armas, a mentira e a mistificação.
Postado por Miro
Fonte - Blog do Miro 21/09/2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
IBAMA participa de reunião sobre LOUOS e PDDU
Rogerio Horlle 10 de Setembro de 2012 10:08
Data: 10/09/2012 Notícias > Crea-BA
As entidades que compõem o fórum permanente de acompanhamento das decisões relativas aos processos do PDDU e da LOUOS de Salvador receberam nesta quinta-feira (6), na sede do Crea-BA, a visita de um representante do Ibama. Além do Instituto de Meio Ambiente, outros dois órgãos -Inema e Iphan- foram convidados para participar da reunião, mas não compareceram.
De acordo com o representante do Movimento Desocupa , Engenheiro Eletricista Rogério Horlle, o convite foi feito com o propósito de discutir as contingências necessárias para o cumprimento das decisões judiciais referentes ao Plano Diretor e à Lei de Ordenamento do Uso do Solo. “Estamos felizes com a participação do Ibama. Nosso intuito é o de conciliação e buscar soluções inteligentes que venham a beneficiar a cidade, impedindo a continuidade de licenciamentos viciados”, disse Horlle.
O assessor parlamentar do Crea-BA, Genivaldo Barbosa, reiterou que o objetivo das entidades é o de subsidiar o Ministério Público com elementos técnicos que esclareçam a maneira como estão sendo emitidos alvarás e licenciamento de obras em Salvador. “Queremos que o Ibama efetive sua participação, da mesma forma que contamos com as presenças do Iphan e do Inema nas próximas reuniões semanais”.
O biólogo Denílson Oliveira, analista ambiental do Ibama informou que em diferentes momentos, vários empreendimentos embargados pela autarquia federal, tiveram o embargo suspenso por meio de recursos judiciais, ou até mesmo por descumprimento dos empreiteiros ou da prefeitura. “O Ibama só pode atuar dentro da sua área de competência. É preciso deixar claro que a lei complementar 140/2011 esclarece que a competência de fiscalização do empreendimento é do órgão licenciador”, explicou Oliveira.
Entenda o caso – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan) foi citado no ofício nº 16/2012, da Promotoria de Justiça da Habitação e Urbanismo da Capital.
O MP estipula o prazo de 10 dias para o cumprimento. A base do documento é a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que determina ao Iphan a fiscalização das obras construídas irregularmente na área tombada, no seu entorno e demais sítios tombados em Salvador. Da mesma forma a ACP nº 2008.33.00.003305-8 refere-se a atribuições do IBAMA e do Inema.
Fonte: Ascom Crea-BA Noticias / http://www.creaba.org.br/noticia/1092/IBAMA-participa-de-reuniao-sobre-LOUOS-e-PDDU-.aspx
Enviado por Rogerio Horlle 10/09/2012
Data: 10/09/2012 Notícias > Crea-BA
As entidades que compõem o fórum permanente de acompanhamento das decisões relativas aos processos do PDDU e da LOUOS de Salvador receberam nesta quinta-feira (6), na sede do Crea-BA, a visita de um representante do Ibama. Além do Instituto de Meio Ambiente, outros dois órgãos -Inema e Iphan- foram convidados para participar da reunião, mas não compareceram.
De acordo com o representante do Movimento Desocupa , Engenheiro Eletricista Rogério Horlle, o convite foi feito com o propósito de discutir as contingências necessárias para o cumprimento das decisões judiciais referentes ao Plano Diretor e à Lei de Ordenamento do Uso do Solo. “Estamos felizes com a participação do Ibama. Nosso intuito é o de conciliação e buscar soluções inteligentes que venham a beneficiar a cidade, impedindo a continuidade de licenciamentos viciados”, disse Horlle.
O assessor parlamentar do Crea-BA, Genivaldo Barbosa, reiterou que o objetivo das entidades é o de subsidiar o Ministério Público com elementos técnicos que esclareçam a maneira como estão sendo emitidos alvarás e licenciamento de obras em Salvador. “Queremos que o Ibama efetive sua participação, da mesma forma que contamos com as presenças do Iphan e do Inema nas próximas reuniões semanais”.
O biólogo Denílson Oliveira, analista ambiental do Ibama informou que em diferentes momentos, vários empreendimentos embargados pela autarquia federal, tiveram o embargo suspenso por meio de recursos judiciais, ou até mesmo por descumprimento dos empreiteiros ou da prefeitura. “O Ibama só pode atuar dentro da sua área de competência. É preciso deixar claro que a lei complementar 140/2011 esclarece que a competência de fiscalização do empreendimento é do órgão licenciador”, explicou Oliveira.
Entenda o caso – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan) foi citado no ofício nº 16/2012, da Promotoria de Justiça da Habitação e Urbanismo da Capital.
O MP estipula o prazo de 10 dias para o cumprimento. A base do documento é a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que determina ao Iphan a fiscalização das obras construídas irregularmente na área tombada, no seu entorno e demais sítios tombados em Salvador. Da mesma forma a ACP nº 2008.33.00.003305-8 refere-se a atribuições do IBAMA e do Inema.
Fonte: Ascom Crea-BA Noticias / http://www.creaba.org.br/noticia/1092/IBAMA-participa-de-reuniao-sobre-LOUOS-e-PDDU-.aspx
Enviado por Rogerio Horlle 10/09/2012
domingo, 9 de setembro de 2012
METRÔ DE SALVADOR - A chegada dos trens
| Desembarque dos três primeiros trens do Metrô de Salvador em 7 de Novembro de 2008 |
Em 7 de Novembro de 2008, foram desembarcados no porto de Salvador os três primeiros trens do Metrô de Salvador, totalizando 12 vagões.
Em 19 de Janeiro de 2009, foram desembarcados os outros três trens, completando a encomenda de seis trens-unidade elétricos (TUEs), no total de 24 vagões.
Fotos: Aristeu Chagas - Agecom
Fonte - CENTRO OESTE Brasil
http://vfco.brazilia.jor.br/Trens-Urbanos/Metro-Salvador/2009-01-19-Chegada-Trens.shtml
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
TRANSLOHR - um VLT sobre pneus
Noticias Ferroviárias
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Abaixo o vídeo institucional do Translohr, que fala por si.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
CPMI do Cachoeira levanta dados que se cruzam com processo do ‘mensalão’ e alertam ao STF
POLÍTICA.com
Por Redação - de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte (Correio do Brasil)![]() |
Negociadores experientes conversam com Cachoeira, encarcerado no Presídio da Papuda, em Brasília, segundo fonte confidenciou ao Correio do Brasil, “para acertar os pontos finais de uma delação premiada”, benefício legal que poderá ser concedida ao contraventor, caso ele resolva falar o que sabe sobre a rede de crimes que comandava no país. Cachoeira, privado da liberdade há quase seis meses e das visitas íntimas da mulher dele, Andressa Mendonça, desde que ela foi detida pela acusação de tentativa de suborno a um juiz federal, há uma semana, “está vivendo um inferno”, afirmou um advogado a colegas do escritório do jurista Márcio Thomaz Bastos, que renunciou à defesa do bicheiro.
– O Cachoeira está perto do seu momento de quebra. Ele começou a compreender agora, com clareza, que apesar dos recursos financeiros de que ainda dispõe, foi abandonado por todos os seus contatos no mundo político, jurídico e nos veículos de comunicação que, no início, ainda tentavam enquadrá-lo como um ‘empresário na área de jogos’, em uma cartada para evitar que o processo chegasse às conclusões que, dia após dia, ficam mais robustas para as autoridades no Judiciário e do Congresso, onde a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) liga todas as pontas do esquema criminoso. A delação de Cachoeira seria o elo final na cadeia de eventos que teve início com a denúncia do chamado de ‘mensalão’ – disse a fonte.
Uma das linhas de investigação mais consistentes, segundo promotor do MPF que também prefere manter o anonimato para evitar qualquer dano ao processo contra o esquema criminoso de Cachoeira, é aquela que liga a quadrilha do contraventor a um processo de financiamento de campanhas eleitorais e de enriquecimento ilícito de seus cúmplices similar ao outro, controlado pelo publicitário Marcos Valério, principal réu na AP 470. Enquanto Cachoeira “abastecia os cofres de seus aliados políticos à direita”, em legendas como o PSDB, o DEM e o PPS, “Marcos Valério trabalhava para setores da base aliada na montagem de um possante caixa 2, pronto a irrigar candidaturas ligadas ao conjunto de siglas de apoio ao governo”, constata o promotor público em conversa com o CdB, neste domingo.
– A teoria de uma conspiração no Palácio do Planalto, à época do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, montada para comprar parlamentares e perpetuar o governo petista no poder, mostra-se cada vez mais frágil diante dos fatos ocorridos. Não há nenhuma novidade. O que ocorreu em 1994, em escala anabolizada, vinha desde 1998 com o sistema de caixa 2 montado por Marcos Valério em Minas Gerais, destinado a pagar as contas de campanha do então candidato Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele desviava quantias vultosas do Erário por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro – argumenta o promotor.
Esse esquema, batizado de ‘mensalão mineiro’, também chamado de ‘mensalão tucano’ ou ‘valerioduto tucano’, teve início na campanha para a eleição de Azeredo – um dos fundadores, e presidente do PSDB nacional – ao governo de Minas Gerais. O caso está detalhado em denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República ao STF contra Azeredo que, segundo os autos, seria “um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema implantado”. Azeredo é acusado de “peculato e lavagem de dinheiro”. Uma solução idêntica, mas de dimensões nacionais, administrada também por Valério, teria servido como fonte financiadora para uma série de operações destinadas ao pagamento de dívidas de campanha dos partidos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Até onde conseguiram chegar as buscas por provas no processo da AP 470, Valério e Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, trabalhavam em conjunto para quitar os gastos realizados nas disputas a cargos públicos e formar um estoque financeiro suficiente para as próximas campanhas. Tão logo o candidato petista venceu as eleições, em 2004, com a proximidade entre Valério e o tesoureiro do PT, ter-se-ia iniciado o processo de captação de recursos, por meio de contratos fraudulentos em publicidade junto às estatais e aos ministérios. Na oposição – após décadas na condução dos destinos do país e próspero na formulação das políticas criminosas que deram origem ao Best seller do jornalista Amaury Ribeiro Jr, Privataria Tucana – o PSDB, que conheceria por dentro o funcionamento da trama criminosa, teria em Cachoeira o seu principal agente para denunciar a corrupção de funcionário dos Correios, Maurício Marinho, e detonar a mais consistente tentativa de derrubar um governante eleito no país, desde a queda do então presidente Fernando Collor, em 1990.
– Era a oportunidade exata para bater pesado no governo, com o apoio da revista (semanal de ultradireita) Veja e demais meios conservadores de comunicação que o apoiam, entre eles os diários conservadores paulistano Folha de S. Paulo e carioca O Globo – relembra a fonte.
A tentativa falhou. Tanto a popularidade de Lula quanto a renúncia do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, reduziram a pressão pela abertura de um processo de impedimento do presidente da República, como se chegou a ventilar na época. Dirceu, no entanto, apontado como líder da suposta quadrilha que comprava votos, sempre negou a existência do pagamento de um ‘mensalão’ aos parlamentares da base aliada. Tratava-se, sim, da formação de um caixa 2 para a sustentação das campanhas eleitorais do PT e de seus aliados, como reconheceram os principais acusados à CPMI que produziu o relatório usado pela Procuradoria Geral da República para acusar os 38 réus na AP 470.
A proximidade entre os esquemas de Cachoeira e de Marcos Valério foi citada até em Londres, na edição deste domingo do diário britânico The Guardian, um dos mais vetustos jornais da Inglaterra:
“O escândalo do mensalão não é o único grande caso de corrupção a aparecer nas manchetes nas últimas semanas, com outras questões levantando a probidade das próprias organizações que deveriam estar investigando crimes. O investigador da polícia de Wilton Tapajós Macedo foi morto no mês passado, enquanto regava as flores no túmulo de seus pais. De perto, dois tiros foram o suficiente. Um passou pela têmpora, o outro através da garganta.”
Peça de ficção
A retórica de Gurgel, no entanto, enfrenta agora as críticas, ainda que reservadas, de ministros do STF e de autoridades que acompanharam a sustentação oral da semana passada. Ficou evidente, na peça de acusação, a falta de provas consistentes contra Dirceu, apontado como “mentor intelectual” do que o procurador classifica de o “mais atrevido caso de corrupção e desvio de recursos no Brasil com o objetivo de comprar parlamentares”. Diante dos fatos, a Corte Suprema se divide. Os vários pontos frágeis do relatório de Gurgel, que o deixam próximo a “uma peça de ficção”, segundo comentou um dos ministros do Supremo, reservadamente, deixam dúvidas suficientes para que os magistrados votem pela absolvição dos principais réus no processo.
Segundo uma das autoridades presentes ao Plenário do STF, na sexta-feira, após ouvir a longa exposição de Gurgel, aquela era “uma denúncia ‘pra galera”. Segundo afirmou a jornalistas, não há elementos no processo capazes de imputar a Dirceu a acusação por crime de lavagem de dinheiro. O ex-ministro responde por corrupção ativa e formação de quadrilha.
– Aqueles que tinham o domínio financeiro sobre o esquema ficaram de fora da lavagem de dinheiro. Formação de quadrilha, embora renda boas manchetes para os jornais, não leva a nada – afirmou. Foram enquadrados por lavagem de dinheiro os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT), e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.
A dificuldade do STF para julgar a AP 470 sem esbarrar no envolvimento dos tucanos em ação semelhante, nas Minas Gerais, também foi citada em matéria do conservador El Clarín, de Buenos Aires: “Embora seja uma sentença muito aguardada por alguns setores do governo e da oposição, não parece simples. Um dos 11 juízes do Tribunal tem denúncias contra ele. Trata-se de Gilmar Mendes, de quem se diz ter sido beneficiado por um esquema semelhante de corrupção montado em 1998 em Minas Gerais pelo ex-governador daquele Estado, o social-democrata Eduardo Azeredo. Coincidentemente, os circuitos de dinheiro que impulsionaram esse governador também foram comandados pelo publicitário Marcos Valério.”
Para a rede norte-americana de TV CNN, os partidos de direita falharam completamente na tentativa de desgaste aos governos progressistas liderados pelo PT, que assumiram os destinos do país a partir da metade da última década. “A atual presidente Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, nunca foi conectada ao escândalo. Na verdade, Dilma Rousseff goza de uma forte taxa de aprovação de 77%. A visão de muitos brasileiros é que ela tomou uma posição firme contra a corrupção, despedindo seis ministros suspeitos de desvios”, afirma a emissora.
Valério preso
Um dos 38 réus no processo do ‘mensalão’, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza tem os seus dias de liberdade contados, segundo um dos analistas do julgamento em curso. Acusado de ser o operador do esquema de caixa 2 tanto do PSDB quanto da base aliada do governo, no Congresso, Valério pode ser sentenciado a mais de 140 anos de prisão em razão das dez ações criminais a que responde na Justiça Federal em Minas, além de outros cinco processos criminais na Justiça estadual mineira, entre eles por envolvimento no ‘valerioduto tucano’, e outro no Judiciário do Estado da Bahia.
A maior parte destas ações resulta das próprias investigações que deram origem à denúncia do ‘mensalão’ e que foram desmembradas. Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) em Minas já conseguiu duas condenações para o empresário que, juntas, somam 15 anos de prisão. A primeira sentença, dada pela Justiça no ano passado, rendeu seis anos e dois meses de condenação por crime contra o sistema financeiro, mas o MPF recorreu, pedindo o aumento da pena.
A segunda condenação, de fevereiro, é fruto de investigações originadas em torno do ‘mensalão’ e rendeu mais nove anos e oito meses de prisão ao empresário por sonegação fiscal e falsificação de documento público. Além de Marcos Valério, foi condenado seu ex-sócio nas agências SMP&B e DNA Cristiano de Mello Paz, que também é réu na AP 470, mas a defesa recorreu e o caso ainda vai ser analisado pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. Nas duas condenações, o Judiciário concedeu aos acusados o direito de recorrer em liberdade.
Valério ainda enfrenta na Justiça Federal em Minas acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, fraude processual, formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos. Na Justiça mineira, responde ainda a processos por crimes contra a ordem tributária, contra a fé pública e lavagem de dinheiro. Já na Bahia o empresário responde a ação por grilagem de terras e falsificação de documentos e chegou a ficar 12 dias preso no fim do ano passado, em razão das acusações. A legislação brasileira, no entanto, impede que qualquer condenado passe mais de 30 anos na prisão, mas ele poderá ser preso logo após a decisão do STF.
Fonte - Correio do Brasil 05/08/2012
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domingo, 22 de julho de 2012
Brasil é o quarto país do mundo em recursos escondidos em parísos fiscais
POLÍTICA.com
Em um momento em que muitas das principais economias do mundo enfrentam duras medidas de austeridade, um estudo mostra que alguns poucos cidadãos continuam se dando ao luxo de manter suas fortunas intactas, longe das garras afiadas das autoridades tributárias.A elite global super-rica somou pelo menos US$ 21 trilhões escondidos em paraísos fiscais até o final de 2010, segundo o estudo The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network.
A valor é equivalente ao tamanho das economias dos Estados Unidos e Japão juntas.
Segundo Henry,o valor é conservador e poderia chegar a US$ 32 trilhões.
O estudo também lista os 20 países onde há maior remessa de recursos para contas em paraísos fiscais. No topo da lista está a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida por Rússia, com US$ 798 bilhões, Coréia do Sil, com US$ 798 bilhões, e Brasil, com US$ 520 bilhões (ou mais de US$ 1 trilhão).
'Perdas enormes'
James Henry usou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais.
Seu estudo trata apenas de riqueza financeira depositada em contas bancárias e de investimento, e não de outros bens, como imóveis e iates.
O relatório surge em meio à crescente preocupação pública e política sobre fraude e evasão fiscal. Algumas autoridades, inclusive na Alemanha, têm até pago para obter informações sobre supostos sonegadores de impostos.
Henry disse que o movimento de dinheiro dos super-ricos em todo o mundo é feito por 'facilitadores profissionais nas áreas de private banking e nas indústrias de contabilidade, jurídica e de investimento'.
'As receitas fiscais perdidas são enormes. Grandes o suficiente para fazer uma diferença significativa nas finanças de muitos países'. Por outro lado, esse estudo é realmente uma boa notícia. O mundo acaba localizado a uma pilha enorme de riqueza financeira que pode ser chamada a contribuir para a solução dos nossos mais prementes problemas mundiais', disse ele.
'Escolha política'
John Christensen, diretor da Tax Justice Network, afirmou à BBC Brasil que as elites de países que hoje enfretam crises, mais especificamente a Grécia, têm uma longa tradição de envio de recursos para paraísos fiscais.
Segundo ele, os tributos que poderiam ser recolhidos sobre o dinheiro em paraísos fiscais seria 'mais do que suficiente para manter os serviços públicos e erradicar a pobreza nestes países'.
'Eu e outros economistas vimos dizendo que austeridade é uma questão de escolha. Há muitos anos, os governos sabem que há recursos em paraísos fiscais. Nós apenas quantificamos isso. Mas muitos governantes optam por não taxar estes recursos. Até porque eles próprios estão entre os que remetem para os paraísos fiscais'.Fonte - R7.com Noticias 22/07/2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Conforto nas estações da Super Via
Noticias Ferroviárias
10/07/2012 - O Dia OnlineUm pacote de reformas que prevê a padronização das estações de trem começa a sair do papel neste mês. Quintino, Cascadura e Piedade serão as primeiras a receber as obras, que vão da cobertura de toda a plataforma até a instalação de escadas rolantes e elevadores. Até 2020, garante a SuperVia, as 99 paradas serão reformadas.
Todas as estações terão piso tátil para auxiliar na locomoção de deficientes visuais, banheiros e novas bilheterias. As plataformas serão 100% cobertas e alargadas para diminuir o vão até o trem. Já a estação de Madureira, por onde passam 30 mil pessoas diariamente, promete virar uma nova Central do Brasil.
A cobertura da plataforma de quase 400 m unirá os dois acessos à estação, um perto do Viaduto Negrão de Lima e outro em frente à R. Domingos Lopes. Sobre ela, será criado um calçadão suspenso, com quiosques. A adaptação levará um ano e meio. Só falta a liberação da prefeitura.
“Vamos construir mezanino para abrigar os quiosques e deixar mais espaço para passageiros circularem”, explica o diretor de operações da SuperVia, João Gouveia.
Mais assentos, trens gelados e plataforma ampliada
Passageiros do Ramal Belford Roxo devem ter mais conforto e agilidade, mas vão ter que esperar. Os trens que circulam lá vão poder transportar 35% passageiros a mais. A partir do ano que vem, as viagens serão em composições de oito carros, com espaço para levar dois mil usuários. Atualmente, nesse ramal, só circulam as de seis vagões.
Quatro estações da linha — Triagem, Vila Rosali, Del Castilho e Jacarezinho — passarão por reformas nos próximos meses para estender a plataforma, que só tem capacidade para trens pequenos. Até 2014, todos os trens do Ramal Belford Roxo terão ar condicionado.
Fonte - Revista Ferroviária 10/07/2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Cuiabá assina ordem de serviço das obras do VLT
Noticias Ferroviárias
21/06/2012 - Só Notícias
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fifa 2014, assinou, hoje, em Cuiabá, a ordem de serviço para o início da construção do novo modal de transporte da capital, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O secretário Maurício Guimarães (Secopa) e o representante do consórcio, Aloysio Cardoso da Silva, assinaram os documentos e realizaram a primeira reunião de trabalho para o início efetivo da fase de execução da obra. O prazo para a entrega do novo modal é de 24 meses.
A implantação do VLT redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará melhor qualidade e segurança no trânsito entre as duas maiores cidades mato-grossenses. Para financiar os custos da implantação, o governador do Estado, Silval Barbosa, assinou na segunda-feira (18) o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sidos aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) e serão redirecionadospara o VLT.
A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer ainda este mês, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento(BNDES) por meio da CEF. Para desapropriação serão destinados R$ 110 milhões, montante que representa a contrapartida do Governo do Estado.
Com os estudos realizados sobre as isenções, a previsão é que o valor para implantação do VLT deveráficar entre R$ 1.220 bilhão a R$ 1.477 bilhão.
"Foi muito difícil superar as dificuldades burocráticas, cumprir todas as exigências para o financiamento da maior obra já realizada em Mato Grosso e as especificidades do processo licitatório através do RDC, uma nova forma de contratação. [...] A população de Cuiabá e Várzea Grande é a maior beneficiária deste processo, pois em 2014 terá um transporte público de qualidade, com conforto e rapidez", disse Maurício Guimarães. "Reafirmo o compromisso de atender o que foi contratado,vamos entregar essa obra no prazo e com qualidade", destacou Aloysio Cardoso.
Fonte - Revista Ferroviária 21/06/2012
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo Fifa 2014, assinou, hoje, em Cuiabá, a ordem de serviço para o início da construção do novo modal de transporte da capital, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O secretário Maurício Guimarães (Secopa) e o representante do consórcio, Aloysio Cardoso da Silva, assinaram os documentos e realizaram a primeira reunião de trabalho para o início efetivo da fase de execução da obra. O prazo para a entrega do novo modal é de 24 meses.
A implantação do VLT redesenhará o tráfego nas principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande e proporcionará melhor qualidade e segurança no trânsito entre as duas maiores cidades mato-grossenses. Para financiar os custos da implantação, o governador do Estado, Silval Barbosa, assinou na segunda-feira (18) o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sidos aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT) e serão redirecionadospara o VLT.
A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer ainda este mês, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento(BNDES) por meio da CEF. Para desapropriação serão destinados R$ 110 milhões, montante que representa a contrapartida do Governo do Estado.
Com os estudos realizados sobre as isenções, a previsão é que o valor para implantação do VLT deveráficar entre R$ 1.220 bilhão a R$ 1.477 bilhão.
"Foi muito difícil superar as dificuldades burocráticas, cumprir todas as exigências para o financiamento da maior obra já realizada em Mato Grosso e as especificidades do processo licitatório através do RDC, uma nova forma de contratação. [...] A população de Cuiabá e Várzea Grande é a maior beneficiária deste processo, pois em 2014 terá um transporte público de qualidade, com conforto e rapidez", disse Maurício Guimarães. "Reafirmo o compromisso de atender o que foi contratado,vamos entregar essa obra no prazo e com qualidade", destacou Aloysio Cardoso.
Fonte - Revista Ferroviária 21/06/2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Trem sobe a serra da Borborema em passeio raro e bucólico na Paraíba
Noticias Ferroviárias

(foto Maurício Melo)
Viagem de 11 horas levou a composição por apertados caminhos rochosos. Trem será utilizado para levar centenas de pessoas ao som de muito forró.
O G1 fez uma viagem inusitada de trem entre a capital da Paraíba, João Pessoa, e a capital do forró, Campina Grande. Durante onze horas foram percorridos cerca de 150 km de trilhos que quase já não recebem locomotivas. O objetivo é levar o trem até Campina Grande, onde ele será usado no programa Expresso Forrozeiro, uma atração que leva centenas de pessoas ao som de muito forró durante as festas juninas.
A saída foi da estação da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) às 7h30 da quinta-feira (7). Em um passeio lento e bucólico, o trem serpenteou por usinas desativadas, antigas vilas e muita mata nativa do Litoral e Agreste paraibano até subir a Serra da Borborema. A linha margeia algumas cidades e passa por estações de trem abandonadas. Tudo do tempo em que o transporte de cargas era feito por via férrea.
Mesmo o transporte de passageiros também aconteceu, por muito tempo, nos carros do ferrovia. Ainda há quem lembre da época em que o trem levava e trazia passageiros. Como a dona de casa, Antônia Silva, que mora às margens da ferrovia, em uma vila no município de Santa Rita. “Antigamente passava muito trem. Agora só passa de vez em quando. Quando passava, era bom demais.”
Na verdade, participaram desta viagem apenas nove ferroviários, apesar dos sete vagões de transporte de passageiros, chamados simplesmente de carros, “vagão transporta carga e animal, carro transporta gente”, explicou o maquinista da CBTU Carlos Moabe, que fez as vezes de guia nesta viagem.
Os integrantes desta jornada são quatro maquinistas, cada locomotiva precisa de dois para ser pilotada, um manobrador - que engata e desengata vagões -, um supervisor de vagões e três mecânicos ferroviários, que além de fazer consertos na composição, faz reparos na linha férrea, quando necessário.
O motivo deste passeio é que esta composição, locomotiva mais carros, precisa ser levada para Campina Grande para ser enfeitado e usado durante o mês junino como o Expresso Forrozeiro. Já o motivo do tempo de viagem é a falta de uso da ferrovia que liga as cidades.
Apesar dos pouco mais de 30 anos de uso, a locomotiva, que tem motor Bombardier de 1.025 cavalos de potência, pode chegar a 90km/h sem problemas. Mas o pouco uso da linha férrea pode esconder armadilhas como trilhos cobertos por areia, por pedras, ou até roubo de trilhos. Por conta disso, a viagem tem a velocidade média de 20km/h e passa a ser um misto de passeio e verificação do trecho, que é como os ferroviários chamam a linha entre duas estações.
Atualmente são poucos os que usam esse trecho para transportar cargas e não há mais transporte de passageiros. “Há 30 anos, as pessoas viajavam de trem o tempo todo. Também havia muito álcool, cana de açúcar e minério sendo transportados pelos trens”, contou o maquinista da Transnordestina Paulo César.
Hoje, o uso das linhas férreas da Paraíba está dividido por duas empresas. O transporte de passageiros, que só acontece na Grande João Pessoa, está sob responsabilidade da CBTU. Já o de cargas, da Transnordestina. Então, numa operação como esta, os trens da CBTU precisam trafegar em trilhos da Transnordestina. E essa ação conjunta acaba sendo como uma reunião de velhos amigos, já que os ferroviários da Paraíba são poucos e conhecidos.
O supervisor de movimento da CBTU, Odilon Tenório, que ficou na estação de João Pessoa, já vai completar 30 anos na empresa e fala com saudosismo do tempo em que haviam muitas outras viagens. “Houve um tempo em que era tanto trem aqui, que dava um trabalhão para organizar as composições na estação. Hoje, o tempo de espera entre um trem e outro é de 59
minutos.”
Vida nos trilhos
E a saudade não é só de Odilon, os maquinistas e mecânicos que embarcaram, passaram boa parte do percurso contando histórias de antigamente e, como que revivendo os velhos tempos, se enchiam de orgulho.
E um ponto curioso a se registrar é que, além das quatro ou cinco paradas para arrumar os trilhos à frente ou fechar alguma válvula que teimava em abrir e deixar escapar a pressão do motor, duas rápidas pausas na viagem foram para cumprimentar parentes de Silvio Cesar, supervidor de maquinista, e um colega maquinista que está de licença médica. Ambos moram em casas às margens dos trilhos.
Por volta do meio dia, foi feita uma parada para todos almoçarem em Itabaiana, cidade onde o maquinista Paulo César mora e que já foi um importante entroncamento de trilhos que levavam para o Sertão da Paraíba, para o Rio Grande do Norte e para Pernambuco.
Vista privilegiada
O trem passa por lugares que as estradas não cortam. Logo, há muitas paisagens campestres e construções inusitadas como ruínas de estações cercadas por uma mata densa sem estradas próximas e uma ponte inglesa de mais de 110 anos em perfeito estado por onde a composição cruza o Rio Paraíba.
A viagem passa pelos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz de Espirito Santo, São Miguel de Taipu, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e Campina Grande. A parada do almoço levou uma hora e depois o trem seguiu para Campina Grande, terra do Maio São João do Mundo.
No trajeto há matas fechadas, plantações, garças e gado dividindo o pasto, revoada de carcarás. O trem passa por estreitos de pedra, pontes altas e baixas sobre rios e estradas. A saída aconteceu depois do nascer do sol, mas o pôr-do-sol marcou o fim da jornada, na Estação Nova, em Campina Grande, às 18h30.
Trem do Forró
Expresso Forrozeiro acontece nos dias 8, 9, 10, 16, 17, 22, 23, 24 e 30 de junho. Passeio que parte do Museu do Algodão, em Campina Grande, e vai até o distrito de Galante. A viagem dura cerca de um hora e meia e em cada um dos sete carros há um trio de forró pé-de-serra tocando para animar os forrozeiros ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
G1 – Maurício Melo /
Fonte - São Paulo Trem Jeito 09/06/2012
sábado, 9 de junho de 2012
"Lista de Furnas": quem e quanto - POLÍTICA.com
POLÍTICA.com
Por Antônio Mello, em seu blog:
Depois que um laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal atestou a autenticidade da lista de Furnas, que mostrava quem recebeu e quanto dinheiro desviado da empresa nas eleições de 2002, os partidos de oposição aos governos populares Lula-Dilma entraram em polvorosa, especialmente o PSDB, que levou quase 70% da bolada, como mostra o gráfico a seguir.
Detalhe: Como o gráfico é antigo, onde se lê PFL, entenda-se o atual (por enquanto, já que se extingue rapidamente) DEM.
Teriam se beneficiado do caixa 2 de Furnas, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo:
José Serra - 7 milhões -
Geraldo Alckmin - 9,3 milhões -
Aécio Neves - 5,5 milhões -
Kassab - 100 mil -
Eduardo Azeredo (chefe do mensalão tucano de Minas, que é pai do mensalão do PT) - 550 mil.
Logo que a lista apareceu, distribuída pelo lobista (e também processado em casos de estelionato) Nilton Monteiro, os partidos atingidos (PSDB e todos da base do governo FHC) trataram de desqualificá-la atacando seu divulgador.
Monteiro não é Madre Teresa, mas a lista, embora divulgada por ele, havia chegado a suas mãos (e assinada) pelo ex-diretor de Furnas Centrais Elétricas S.A., Dimas Toledo.
Inicialmente, Nilton Monteiro apresentou apenas cópia da lista, e a Polícia Federal não viu indícios de montagem nela. Os partidos dos candidatos listados não se conformaram e exigiram que Monteiro apresentasse o original da lista, que ele dizia possuir. Tinham certeza de que ele não o faria.
Mas quebraram a cara. Ele não só apresentou a lista original, como o Instituto de Criminalística atestou sua autenticidade. Ou seja: não havia montagem e a assinatura do diretor de Furnas era autêntica.
Dois dos listados concordaram que receberam o valor assinalado, entre eles o famoso deputado do "mensalão" Roberto Jefferson
Agora, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor da Privataria Tucana, mergulhou na lista de Furnas.
Se o julgamento do tal mensalão é o momento presente do PT e aliados, o mensalão tucano em Minas (anterior em sete anos ao do PT) e a lista de Furnas são o futuro do PSDB e aliados, que virão se somar aos estragos da CPI do Cachoeira.
[Aqui você acessa os dados da lista de Furnas, e mais informações sobre ela]
Postado por Miro / Fonte Blog do miro 09/06/2012
Trem sobe a serra da Borborema em passeio raro e bucólico na Paraíba
Viagem de 11 horas levou a composição por apertados caminhos rochosos.
Trem será utilizado para levar centenas de pessoas ao som de muito forró.
Maurício MeloDo G1 PB
Locomotiva é enfeitada para ser usada como trem
do forró
O G1 fez uma viagem inusitada de trem entre a capital da Paraíba, João Pessoa, e a capital do forró, Campina Grande. Durante onze horas foram percorridos cerca de 150 km de trilhos que quase já não recebem locomotivas. O objetivo é levar o trem até Campina Grande, onde ele será usado no programa Expresso Forrozeiro, uma atração que leva centenas de pessoas ao som de muito forró durante as festas juninas.
saiba mais
VEJA A GALERIA COM IMAGENS DA VIAGEM DE TREM
Receita de Tapioca Junina leva canjica e queijo coalho
Veja a programação completa do São João 2012 em Campina Grande
A saída foi da estação da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) às 7h30 da quinta-feira (7). Em um passeio lento e bucólico, o trem serpenteou por usinas desativadas, antigas vilas e muita mata nativa do Litoral e Agreste paraibano até subir a Serra da Borborema. A linha margeia algumas cidades e passa por estações de trem abandonadas. Tudo do tempo em que o transporte de cargas era feito por via férrea.
Mesmo o transporte de passageiros também aconteceu, por muito tempo, nos carros do ferrovia. Ainda há quem lembre da época em que o trem levava e trazia passageiros. Como a dona de casa, Antônia Silva, que mora às margens da ferrovia, em uma vila no município de Santa Rita. “Antigamente passava muito trem. Agora só passa de vez em quando. Quando passava, era bom demais.”
Sete vagões de passageiros foram levados serra acima, rumo a Campina Grande
Na verdade, participaram desta viagem apenas nove ferroviários, apesar dos sete vagões de transporte de passageiros, chamados simplesmente de carros, “vagão transporta carga e animal, carro transporta gente”, explicou o maquinista da CBTU Carlos Moabe, que fez as vezes de guia nesta viagem.
Os integrantes desta jornada são quatro maquinistas, cada locomotiva precisa de dois para ser pilotada, um manobrador, que engata e desengata vagões, um supervisor de vagões e três mecânicos ferroviários, que além de fazer consertos na composição, faz reparos na linha férrea, quando necessário.
Maquinistas Paulo César e Carlos Moabe contaram
histórias de antigamente
O motivo deste passeio é que esta composição, locomotiva mais carros, precisa ser levada para Campina Grande para ser enfeitado e usado durante o mês junino como o Expresso Forrozeiro. Já o motivo do tempo de viagem é a falta de uso da ferrovia que liga as cidades.
Apesar dos pouco mais de 30 anos de uso, a locomotiva, que tem motor Bombardier de 1.025 cavalos de potência, pode chegar a 90km/h sem problemas. Mas o pouco uso da linha férrea pode esconder armadilhas como trilhos cobertos por areia, por pedras, ou até roubo de trilhos. Por conta disso, a viagem tem a velocidade média de 20km/h e passa a ser um misto de passeio e verificação do trecho, que é como os ferroviários chamam a linha entre duas estações.
Atualmente são poucos os que usam esse trecho para transportar cargas e não há mais transporte de passageiros. “Há 30 anos, as pessoas viajavam de trem o tempo todo. Também havia muito álcool, cana de açucar e minério sendo transportados pelos trens”, contou o maquinista da Transnordestina Paulo César.
O conserto de pedaços da linha férrea atrasaram a
viagem, que levou 11 horas para terminar
Hoje, o uso das linhas férreas da Paraíba está dividido por duas empresas. O transporte de passageiros, que só acontece na Grande João Pessoa, está sob responsabilidade da CBTU. Já o de cargas, da Transnordestina. Então, numa operação como esta, os trens da CBTU precisam trafegar em trilhos da Transnordestina. E essa ação conjunta acaba sendo como uma reunião de velhos amigos, já que os ferroviários da Paraíba são poucos e conhecidos.
O supervisor de movimento da CBTU, Odilon Tenório, que ficou na estação de João Pessoa, já vai completar 30 anos na empresa e fala com saudosismo do tempo em que haviam muitas outras viagens. “Houve um tempo em que era tanto trem aqui, que dava um trabalhão para organizar as composições na estação. Hoje, o tempo de espera entre um trem e outro é de 59 minutos.”

Vida nos trilhos
E a saudade não é só de Odilon, os maquinistas e mecânicos que embarcaram, passaram boa parte do percurso contando histórias de antigamente e, como que revivendo os velhos tempos, se enchiam de orgulho.
E um ponto curioso a se registrar é que, além das quatro ou cinco paradas para arrumar os trilhos à frente ou fechar alguma válvula que teimava em abrir e deixar escapar a pressão do motor, duas rápidas pausas na viagem foram para cumprimentar parentes de Silvio Cesar, supervidor de maquinista, e um colega maquinista que está de licença médica. Ambos moram em casas às margens dos trilhos.
Por volta do meio dia, foi feita uma parada para todos almoçarem em Itabaiana, cidade onde o maquinista Paulo César mora e que já foi um importante entroncamento de trilhos que levavam para o Sertão da Paraíba, para o Rio Grande do Norte e para Pernambuco.
Vista privilegiada
O trem passa por lugares que as estradas não cortam. Logo, há muitas paisagens campestres e construções inusitadas como ruínas de estações cercadas por uma mata densa sem estradas próximas e uma ponte inglesa de mais de 110 anos em perfeito estado por onde a composição cruza o Rio Paraíba.
A viagem passa pelos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz de Espirito Santo, São Miguel de Taipu, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e Campina Grande. A parada do almoço levou uma hora e depois o trem seguiu para Campina Grande, terra do Maior São João do Mundo.
No trajeto há matas fechadas, plantações, garças e gado dividindo o pasto, revoada de carcarás. O trem passa por estreitos de pedra, pontes altas e baixas sobre rios e estradas. A saída aconteceu depois do nascer do sol, mas o pôr-do-sol marcou o fim da jornada, na Estação Nova, em Campina Grande, às 18h30.
Trem do Forró
Expresso Forrozeiro acontece nos dias 8, 9, 10, 16, 17, 22, 23, 24 e 30 de junho. Passeio que parte do Museu do Algodão, em Campina Grande, e vai até o distrito de Galante. A viagem dura cerca de um hora e meia e em cada um dos sete carros há um trio de forró pé-de-serra tocando para animar os forrozeiros ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
Fonte - G1 Paraíba 09/06/2012
Trem será utilizado para levar centenas de pessoas ao som de muito forró.
Maurício MeloDo G1 PB
| (Foto: Maurício Melo/G1) |
do forró
O G1 fez uma viagem inusitada de trem entre a capital da Paraíba, João Pessoa, e a capital do forró, Campina Grande. Durante onze horas foram percorridos cerca de 150 km de trilhos que quase já não recebem locomotivas. O objetivo é levar o trem até Campina Grande, onde ele será usado no programa Expresso Forrozeiro, uma atração que leva centenas de pessoas ao som de muito forró durante as festas juninas.
saiba mais
VEJA A GALERIA COM IMAGENS DA VIAGEM DE TREM
Receita de Tapioca Junina leva canjica e queijo coalho
Veja a programação completa do São João 2012 em Campina Grande
A saída foi da estação da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) às 7h30 da quinta-feira (7). Em um passeio lento e bucólico, o trem serpenteou por usinas desativadas, antigas vilas e muita mata nativa do Litoral e Agreste paraibano até subir a Serra da Borborema. A linha margeia algumas cidades e passa por estações de trem abandonadas. Tudo do tempo em que o transporte de cargas era feito por via férrea.
Mesmo o transporte de passageiros também aconteceu, por muito tempo, nos carros do ferrovia. Ainda há quem lembre da época em que o trem levava e trazia passageiros. Como a dona de casa, Antônia Silva, que mora às margens da ferrovia, em uma vila no município de Santa Rita. “Antigamente passava muito trem. Agora só passa de vez em quando. Quando passava, era bom demais.”
| (Foto: Maurício Melo/G1) |
Na verdade, participaram desta viagem apenas nove ferroviários, apesar dos sete vagões de transporte de passageiros, chamados simplesmente de carros, “vagão transporta carga e animal, carro transporta gente”, explicou o maquinista da CBTU Carlos Moabe, que fez as vezes de guia nesta viagem.
Os integrantes desta jornada são quatro maquinistas, cada locomotiva precisa de dois para ser pilotada, um manobrador, que engata e desengata vagões, um supervisor de vagões e três mecânicos ferroviários, que além de fazer consertos na composição, faz reparos na linha férrea, quando necessário.
| (Foto: Maurício Melo/G1) |
Maquinistas Paulo César e Carlos Moabe contaram
histórias de antigamente
O motivo deste passeio é que esta composição, locomotiva mais carros, precisa ser levada para Campina Grande para ser enfeitado e usado durante o mês junino como o Expresso Forrozeiro. Já o motivo do tempo de viagem é a falta de uso da ferrovia que liga as cidades.
Apesar dos pouco mais de 30 anos de uso, a locomotiva, que tem motor Bombardier de 1.025 cavalos de potência, pode chegar a 90km/h sem problemas. Mas o pouco uso da linha férrea pode esconder armadilhas como trilhos cobertos por areia, por pedras, ou até roubo de trilhos. Por conta disso, a viagem tem a velocidade média de 20km/h e passa a ser um misto de passeio e verificação do trecho, que é como os ferroviários chamam a linha entre duas estações.
Atualmente são poucos os que usam esse trecho para transportar cargas e não há mais transporte de passageiros. “Há 30 anos, as pessoas viajavam de trem o tempo todo. Também havia muito álcool, cana de açucar e minério sendo transportados pelos trens”, contou o maquinista da Transnordestina Paulo César.
| (Foto: Maurício Melo/G1) |
O conserto de pedaços da linha férrea atrasaram a
viagem, que levou 11 horas para terminar
Hoje, o uso das linhas férreas da Paraíba está dividido por duas empresas. O transporte de passageiros, que só acontece na Grande João Pessoa, está sob responsabilidade da CBTU. Já o de cargas, da Transnordestina. Então, numa operação como esta, os trens da CBTU precisam trafegar em trilhos da Transnordestina. E essa ação conjunta acaba sendo como uma reunião de velhos amigos, já que os ferroviários da Paraíba são poucos e conhecidos.
O supervisor de movimento da CBTU, Odilon Tenório, que ficou na estação de João Pessoa, já vai completar 30 anos na empresa e fala com saudosismo do tempo em que haviam muitas outras viagens. “Houve um tempo em que era tanto trem aqui, que dava um trabalhão para organizar as composições na estação. Hoje, o tempo de espera entre um trem e outro é de 59 minutos.”
Vida nos trilhos
E a saudade não é só de Odilon, os maquinistas e mecânicos que embarcaram, passaram boa parte do percurso contando histórias de antigamente e, como que revivendo os velhos tempos, se enchiam de orgulho.
E um ponto curioso a se registrar é que, além das quatro ou cinco paradas para arrumar os trilhos à frente ou fechar alguma válvula que teimava em abrir e deixar escapar a pressão do motor, duas rápidas pausas na viagem foram para cumprimentar parentes de Silvio Cesar, supervidor de maquinista, e um colega maquinista que está de licença médica. Ambos moram em casas às margens dos trilhos.
Por volta do meio dia, foi feita uma parada para todos almoçarem em Itabaiana, cidade onde o maquinista Paulo César mora e que já foi um importante entroncamento de trilhos que levavam para o Sertão da Paraíba, para o Rio Grande do Norte e para Pernambuco.
| Paisagens bucólicas formam o cenário da viagem (Foto: Maurício Melo/G1) |
Vista privilegiada
O trem passa por lugares que as estradas não cortam. Logo, há muitas paisagens campestres e construções inusitadas como ruínas de estações cercadas por uma mata densa sem estradas próximas e uma ponte inglesa de mais de 110 anos em perfeito estado por onde a composição cruza o Rio Paraíba.
A viagem passa pelos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz de Espirito Santo, São Miguel de Taipu, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e Campina Grande. A parada do almoço levou uma hora e depois o trem seguiu para Campina Grande, terra do Maior São João do Mundo.
No trajeto há matas fechadas, plantações, garças e gado dividindo o pasto, revoada de carcarás. O trem passa por estreitos de pedra, pontes altas e baixas sobre rios e estradas. A saída aconteceu depois do nascer do sol, mas o pôr-do-sol marcou o fim da jornada, na Estação Nova, em Campina Grande, às 18h30.
| Pôr-do-sol marcou a chegada a Campina Grande (Foto: Maurício Melo/G1) |
Expresso Forrozeiro acontece nos dias 8, 9, 10, 16, 17, 22, 23, 24 e 30 de junho. Passeio que parte do Museu do Algodão, em Campina Grande, e vai até o distrito de Galante. A viagem dura cerca de um hora e meia e em cada um dos sete carros há um trio de forró pé-de-serra tocando para animar os forrozeiros ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
Fonte - G1 Paraíba 09/06/2012
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